27 de setembro de 2017 às 09:34h

STF afasta Aécio do mandato e determina recolhimento domiciliar noturno


 
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 3 votos a 2, afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício de seu mandato, medida cautelar pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas da empresa J&F.
 
Na mesma sessão, a Primeira Turma negou, por unanimidade, o terceiro pedido de prisão preventiva de Aécio feito pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, que deixou o cargo no último dia 17. Outras duas solicitações de prisão foram negadas por decisões monocráticas (individuais) no STF: uma do ministro Edson Fachin e outra do ministro Marco Aurélio Mello.
 
Votaram pelo afastamento os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, ficando vencidos os ministros Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello. Pelo mesmo placar, foi determinado que Aécio não pode se ausentar de casa à noite, deve entregar seu passaporte e não pode se comunicar com outros investigados no mesmo caso, entre eles sua irmã Andréa Neves.
 
Em seu voto, Fux afirmou que a atitude mais elogiosa a ser tomada por Aécio, desde o início, seria se licenciar do mandato para provar sua inocência. “Já que ele não teve esse gesto de grandeza, nós vamos auxiliá-lo a pedir uma licença para sair do Senado Federal, para que ele possa comprovar à sociedade a sua ausência de culpa”, disse.
 
“Muito o se elogia por ter saído da presidência do partido. Ele seria mais elogiado se tivesse se despedido ali do mandato. Já que ele não teve esse gesto de grandeza, nós vamos auxiliá-lo a pedir uma licença para sair do Senado Federal, para que ele possa comprovar à sociedade a sua ausência de culpa no episódio que marcou de maneira dramática sua carreira política”, disse Fux.
 
O ministro Roberto Barroso foi o primeiro a divergir do relator, Marco Aurélio, e de Alexandre de Moraes, que abriram o julgamento afastando qualquer medida cautelar contra o senador.
 
“O fato é que há indícios bastante suficientes, a meu ver, da autoria e da materialidade aqui neste caso”, afirmou Barroso, que fez um longo discurso contra a cultura de corrupção que, segundo ele, superfatura todos os contratos públicos no país.
 
Para Barroso, é indiferente se o dinheiro de propina vai para o enriquecimento ilícito ou o financiamento ilegal de campanhas políticas. “O maior problema é o ambiente de corrupção e de desonestidade que se cria no país para se obter os recursos para pagar essas propinas. Portanto, se nós queremos mudar essas práticas não é possível ser condescendentes com elas”, afirmou.
 
Votos vencidos – Logo no início do julgamento, o ministro Marco Aurélio, relator do caso, negou uma questão de ordem suscitada pela defesa para que o caso fosse julgado no plenário do STF, e não na Primeira Turma, no que foi acompanhado pelos demais ministros da Primeira Turma. 
 
Em seguida, Marco Aurélio, primeiro a votar por ser o relator, repetiu os mesmos argumentos com os quais havia devolvido, em julho, no último dia do recesso de meio de ano do Judiciário, o direito de Aécio exercer seu mandato de senador, que havia sido suspenso em maio por Fachin, relator anterior do processo.
 
Marco Aurélio repetiu as críticas que fez a Aécio na decisão de julho, pelos quais disse ter pago “um preço incrível”. O ministro leu em plenário o currículo político do senador, dados considerados por ele para rejeitar qualquer medida cautelar contra o senador. O ministro Alexandre de Moraes acompanhou o relator.
 
Denúncia – Em junho, o senador Aécio Neves foi denunciado por Janot por corrupção passiva e obstrução de Justiça, acusado de receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, com o qual foi gravado, em ação controlada pela Polícia Federal, em conversas suspeitas. Em delação premiada, o executivo assumiu o repasse ilegal.
 
O dinheiro teria sido solicitado pelo próprio Aécio, cujo objetivo seria cobrir despesas com advogados. Em troca, ele teria oferecido sua influência política para a escolha de um diretor da mineradora Vale. Ele nega as acusações, afirmando que a quantia se refere a um empréstimo particular.
 
Sobre a acusação de obstrução de Justiça, Janot acusou Aécio de “empreender esforços” para interferir na distribuição de inquéritos na Polícia Federal, de modo a caírem com delegados favoráveis aos investigados.
 
A irmã do parlamentar, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), também foram denunciados.
 
Defesa – O senador nega as acusações. Sua principal linha de defesa no processo é a de que a quantia que recebeu de Joesley foi um empréstimo pessoal, sendo uma operação sem nenhuma natureza ilegal.
O advogado Alberto Toron disse que entrará com um pedido de reconsideração, anexando novas provas ao processo. “Há provas a serem produzidas para tirar essa certeza de que houve crime cometido pelo senador”, disse o representante de Aécio.
 
“Essa é uma decisão que pode ser revista por ocasião de recebimento da denúncia, e a qualquer momento, quando novas provas surgirem. Tenho absoluta certeza de que o Supremo Tribunal Federal, em face de novas provas, saberá rever essa decisão”, acrescentou o representante de Aécio. 
 
Toron afirmou que Aécio está afastado somente da atividade legislativa, podendo manter contato com outras lideranças políticas. “Ele não é um cassado político, à moda do que ocorria na ditadura de 1964. Ele pode falar sobre política, ele pode conversar com lideranças”, afirmou.
 
Da Agência Brasil
 

26 de setembro de 2017 às 10:36h

Deputada pede segurança especial para a Feira de Caruaru

A deputada estadual Laura Gomes (PSB) solicitou ao governo do Estado uma segurança especial para as feiras de novembro e dezembro, em Caruaru, que ocorrerão aos domingos e segundas-feiras, quando sano esperadas as “feiras gordas”.
 
A socialista propôs a realização de reuniões da Secretaria de Defesa Social e Polícias, com os lideres de sulanqueiros e lojistas, para ajustar as providências a serem tomadas, em ação cooperativa.
 
Para a deputada o “interessante é um investimento amplo, tanto na segurança do espaço das feiras como nos acessos pelas rodovias Br-104 e Br-232. A iniciativa do Governo Estadual, que, tenho certeza, será tomada, garantirá a tranquilidade de vendedores e consumidores num período particularmente positivo para a Sulanca, possibilitando mais lucro e uma compensação aos feirantes e comerciantes nesses tempos de crise em que ainda estamos mergulhados”, observou.
 


26 de setembro de 2017 às 10:30h

Justiça afasta prefeito de São Lourenço da Mata do cargo

O prefeito de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira (PTB), deve ser afastado imediatamente das funções públicas. A determinação é do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e impede que o prefeito tenha acesso ao prédio da Prefeitura a partir desta terça-feira (26). De acordo com as investigações, o gestor é suspeito de envolvimento com desvio de bens e rendas públicas da cidade. Outros servidores municipais também estão sendo afastados dos cargos.
 
Os possíveis crimes são investigados pela Polícia Civil, através da operação “Tupinambá”, deflagrada na manhã desta terça contra empresários e funcionários públicos da cidade. Ao todo devem ser cumpridos 14 mandados de busca e apreensão domiciliar. O Ministério Público e o Tribunal de Contas de Pernambuco atuaram junto aos policiais dando suporte nas investigações.
 
Além de São Lourenço da Mata, devem ser cumpridos mandados no Recife, em Camaragibe, Caruaru e Bezerros. No total, são 110 policiais envolvidos na operação, entre delegados, agentes e escrivães. Auditores do Tribunal de Contas do Estado também participam da operação.
 

26 de setembro de 2017 às 10:20h

Caixa tem lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2017, com crescimento de 69,2% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, o lucro líquido totalizou R$ 2,6 bilhões, com avanços de 62,8% em 12 meses e de 73,9% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.
 
Segundo o banco, o aumento no resultado foi gerado pelo crescimento da margem financeira, pela redução nas despesas com provisão para devedores duvidosos, por avanço nas receitas com prestação de serviços e no controle das despesas administrativas e de pessoal.
 
Em junho, a carteira de crédito da Caixa alcançou saldo de R$ 715,9 bilhões, um avanço de 3,5% em 12 meses e participação de 22,8% no mercado. O crescimento das operações de habitação, saneamento e infraestrutura e crédito consignado foram os principais responsáveis pela evolução da carteira no período, disse o banco.
 
O índice de inadimplência encerrou o semestre com redução de 0,7 ponto percentual em 12 meses, alcançando 2,51%, permanecendo abaixo da média de mercado de 3,74%.
 
As receitas com prestação de serviços totalizaram R$ 6,2 bilhões no trimestre, um avanço de 11,3% em relação ao segundo trimestre de 2016. No semestre, as receitas com serviços cresceram 12,5%, totalizando R$12,2 bilhões. Os principais destaques foram as receitas de crédito, administração de fundos de investimento e convênios e cobrança que cresceram, respectivamente, 13,3%, 16,9% e 21,5% em 12 meses.
 
De acordo com o banco, as despesas de pessoal alcançaram R$10,7 bilhões no semestre, com aumento de 6,4% em 12 meses, desconsiderando o impacto do Plano de Demissão Voluntária Extraordinária (PDVE) feito no primeiro trimestre.
 
Crédito habitacional – A carteira imobiliária alcançou saldo de R$ 421,4 bilhões, um aumento de 7% em 12 meses. Os créditos concedidos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) representam R$ 221,9 bilhões. Já as operações de crédito com recursos da Caixa, pelos Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, apresentam saldo de R$ 199,5 bilhões. A Caixa ganhou 1,3 ponto percentual de participação no mercado imobiliário, mantendo a liderança com 68,1% de participação.
 
Da Agência Brasil
 

26 de setembro de 2017 às 10:14h

Prefeitura lança projeto para requalificar a Feira de Caruaru

Nesta quinta-feira (28), a Prefeitura de Caruaru lança o projeto “Feira de Todos”, que pretende requalificar o Parque 18 de Maio e criar a Secretaria Extraordinária da Feira de Caruaru. O evento será realizado no Salão de Festas do Sesc, às 10h.
 

O projeto será apresentado pela prefeita Raquel Lyra e entre as melhorias estão a padronização das calçadas, sinalização, restauração e recuperação dos prédios públicos, iluminação, instalação de câmeras de segurança, reforma e construção de baterias de banheiros, entre outras. Serão investidos R$ 7,5 milhões.
 

26 de setembro de 2017 às 10:05h

MPF processa municípios por falta de frequência de médicos e dentistas do SUS 



Os municípios de Recife, Moreno, Paulista e Vitória de Santo Antão estão sendo processados pelo Ministério Público Federal (MPF), em Pernambuco (PE). O órgão quer que eles implementem um controle eletrônico biométrico de frequência dos servidores vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em especial médicos e dentistas, além de definirem formas de responsabilização daqueles que não cumprirem a jornada de trabalho.
 
O MPF pede também que a Justiça Federal determine aos municípios a disponibilização na internet de informações sobre locais e horários de atendimento dos médicos e dentistas vinculados ao SUS. O prazo para adoção dessas medidas, caso a Justiça atenda os pedidos do MPF, é de 60 dias a contar da sentença. O responsável pelo caso é o procurador da República Alfredo Falcão Júnior.
 
A atuação do MPF foi motivada, entre outros fatores, pelo descontentamento da população em relação aos serviços de saúde prestados pelo SUS. Conforme consta da ação, as principais queixas referem-se ao longo tempo de espera para agendamentos, à curta duração das consultas – algumas não chegando a cinco minutas – e à ausência de médicos nas emergências. Essas queixas podem ser atribuídas ao sistema precário de controle de frequência dos profissionais, feito por meio de ponto manual.
 

26 de setembro de 2017 às 09:39h

Denúncia contra Temer e ministros deve ser analisada em votação única, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral de República (PGR) contra o presidente Michel Temer e dois ministros de seu governo – Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) – seja votada de forma única, sem fatiamento por pessoa ou por crime.
 
Maia falou com jornalistas após uma reunião de cerca de duas horas com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia. Ele negou, no entanto, ter discutido o tema com ela, embora tenha desconversado sobre a pauta do encontro.
 
“Para mim é muito claro que é uma votação só, o precedente é esse, e a peça foi encaminhada de forma única [pelo STF]”, afirmou Maia.
 
A possibilidade de fatiamento foi levantada por alguns parlamentares depois da chegada da denúncia à Câmara na última quinta-feira (21). No entanto, já no dia seguinte, a Secretaria-Geral da Mesa autuou o processo de forma única.
 
“A Secretaria-Geral tomou uma decisão que foi a minha decisão, de entender que a peça é única”, afirmou Maia. Nesta segunda, entretanto, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não descartou que o colegiado modifique o entendimento e fatie a votação por acusado.
 
Para Maia, tal modificação somente deveria ser feita pelo Supremo, e só se o Tribunal for provocado em uma ação formal sobre o trâmite da denúncia. “Se vai haver algum tipo de mudança, acho que não pode ser nem por consulta, deve ser por meio de algum instrumento como mandado de segurança, para que o Supremo possa manter ou mudar a interpretação”, disse o presidente da Câmara.
 
Ao ser questionado sobre a expectativa do Planalto de que a denúncia seja votada até 22 de outubro, revelada pelo vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS), Maia respondeu apenas que “quem decide isso é o presidente da Câmara”.
 
Ele disse confiar que a leitura da denúncia será realizada amanhã (26) em plenário. A formalidade, necessária para que o processo siga para a CCJ, seria realizada nesta segunda, mas acabou adiada por não ter sido atingido um quórum mínimo de 51 deputados.
 
Segunda denúncia – No último dia 14 de setembro, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot apresentou a segunda denúncia contra Temer ao STF. Nesse processo, Janot acusa Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, de terem formado esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.
 
Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações, que teria sido o operador do suposto esquema. A interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que são acusados do mesmo crime.
 
A defesa de Michel Temer contestou as acusações e apresentou ao STF pedido para que a denúncia fosse devolvida à PGR. Mas o plenário da Corte decidiu encaminhar a denúncia para a Câmara, à qual cabe autorizar ou não o prosseguimento da investigação na Justiça.
 
Em vídeo divulgado na sexta-feira (22), Temer afirmou que foram apresentadas “provas forjadas” e “denúncias ineptas”. “A verdade prevaleceu ante o primeiro ataque a meu governo e a mim. A verdade, mais uma vez, triunfará”, disse.
 
Na mesma denúncia, também são alvo os ex-deputados Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures, todos do PMDB.
 
Da Agência Brasil
 

26 de setembro de 2017 às 09:34h

Empresários se reunem com Paulo Câmara para discutir a segurança de Caruaru



 
Na noite dessa segunda-feira (25), representantes do Movimento Polo Caruaru (MPC) estiveram reunidos com governador de Pernambuco, Paulo Câmara, e o secretário estadual de Defesa Social, Antônio de Pádua.
 
A pauta discutida foi a questão da segurança que preocupa a população de Caruaru e da região. Na oportunidade, o secretário de Defesa Social foi convidado para apresentar à sociedade de Caruaru ações do governo do Estado que reduzam a violência. 
 
Estiveram com o governador, o presidente do MPC, Manoel Santos, e o secretário Silvio Nascimento. Ele informaram que Câmara sugeriu que outros secretários também discutam com as entidades participantes do MPC as questões relacionadas aos anseios da sociedade civil organizada de Caruaru. O encontro do MPC com os secretários estaduais deve ocorrer nos próximos dias.
 

26 de setembro de 2017 às 09:03h

Governador autoriza redução da jornada de trabalho para servidores

Nesta quarta-feira (26), o governador Paulo Câmara assina o ato que estabelece a concessão de horário diferenciado na jornada do trabalho dos servidores públicos do Estado que são pais, responsáveis por tutela ou guarda judicial de dependentes com algum tipo de deficiência e que necessitem de assistência direta e diferenciada.
 
A medida tem como objetivo oferecer uma melhor qualidade de vida e eliminar barreiras que possam impedir a participação plena e efetiva dos servidores que necessitam prestar auxílio direto aos seus dependentes.
  
O horário reduzido poderá ser concedido sob a forma de jornada reduzida em dias consecutivos ou intercalados ou ainda através de ausência ao trabalho em dia específico por semana, conforme a necessidade ou programa de atendimento da pessoa com deficiência, desde que seja cumprida a jornada de trabalho mínima de quatro horas diárias ou 20 horas semanais.  A ação vai garantir o benefício sem prejuízo de seus vencimentos, direitos e vantagens, desde que comprovada a necessidade pelo Serviço de Perícias Médicas do Estado.
 

26 de setembro de 2017 às 08:45h

Decreto que revoga a extinção da Renca é publicado no Diário Oficial

O Decreto nº 9.159, que revoga outro decreto, o de número 9.147, de 28 de agosto de 2017, que extinguiu a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26). Ele foi assinada ontem (25) pelo presidente Michel Temer. A decisão de extinguir a Renca foi questionada por ambientalistas, artistas e repercutiu na mídia internacional.
 
No início deste mês, o governo já havia determinado a suspensão da medida. Para o Planalto, houve falta de clareza sobre os efeitos da extinção. No entanto, o tema continuará na pauta do governo. O próximo passo será a realização de uma consulta pública, ainda sem data prevista.
 
Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) disse que as razões que levaram a pasta a pedir a extinção da reserva continuam presentes e defende mais debate sobre o tema. “O país necessita crescer e gerar empregos, atrair investimentos para o setor mineral, inclusive para explorar o potencial econômico da região”, diz o texto divulgado após o anúncio da revogação do decreto pelo Palácio do Planalto.
 
“O MME reafirma o seu compromisso e de todo o governo com a preservação do meio ambiente, com as salvaguardas previstas na legislação de proteção e preservação ambiental, e que o debate em torno do assunto deve ser retomado em outra oportunidade, mais à frente, e deve ser ampliado para um número maior de pessoas, da forma mais democrática possível.”
 
A Renca – A área de proteção foi criada em 1984 pelo governo de João Figueiredo, último presidente do período militar. Na ocasião, foi definida a proteção da área de 47 mil quilômetros quadrados (km²), incrustada em uma região entre os estados do Pará e do Amapá.
 
Desde então, a pesquisa mineral e atividade econômica na região passaram a ser de responsabilidade da Companhia Brasileira de Recursos Minerais (CPRM – Serviço Geológico Brasileiro) ou de empresas autorizadas pela companhia. Além do cobre, estudos geológicos indicam a ocorrência de ouro, manganês, ferro e outros minérios na área.
 
Dois dias após o decreto que extinguia a Renca, o Palácio do Planalto divulgou nota afirmando que o objetivo era “coibir a exploração ilegal” e recolocar o Estado como administrador de jazidas minerais da Renca, que atualmente sofre com a existência de garimpos clandestinos de ouro.
 
Da Agência Brasil
 

25 de setembro de 2017 às 10:42h

Movimento compre do pequeno negócio chega ao interior de Pernambuco

Um levantamento feito pelo Sebrae mostrou que as micro e pequenas empresas empregam 54% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil. Além disso, representam 98,5% do total de empresas no país e respondem por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. E, para ajudar o pequeno negócio a manter a empregabilidade, será realiza mais uma edição do Movimento Compre do Pequeno Negócio, ação que tem como marco o dia 5 de outubro, Dia da Micro e Pequena Empresa.
  
A Unidade Agreste Central e Setentrional do Sebrae promove o movimento em cinco cidades: Arcoverde, Bezerros, Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Gravatá. Nesta terça-feira (26), será a vez de Caruaru receber o Compre do Pequeno com atividades que se estendem até o dia 5 de outubro. Serão seis palestras sobre “Vendas e Motivação” que irão abordar assuntos variados dentro deste universo: SEI Empreender, SEI Planejar, SEI Comprar, SEI Vender, SEI Formar Preço de Venda e SEI Controlar Meu Dinheiro, através do programa Sebrae Microempreendedor Individual (SEI). As capacitações acontecem nos dias 26, 27 e 28 de setembro e 03,04 e 05 de outubro, respectivamente, sempre das 18h às 22h, na Unidade do Agreste Central e Setentrional do Sebrae.
   
Movimento Compre do Pequeno Negócio – Criado em 2015, o Movimento surgiu com o objetivo de estimular os consumidores a comprarem de pequenos negócios, fortalecendo assim a economia e o crescimento desses estabelecimentos, que representam 98% do total de empresas de Pernambuco e geram 48% dos empregos formais. As ações do movimento começam com as palestras do dia 19 deste mês e vão culminar no dia 05 de outubro, quando é celebrado Dia da Micro e Pequena Empresa.  A intenção do Sebrae é usar a data para conscientizar o consumidor a comprar do pequeno negócio, trazendo ganhos para a comunidade.
 

25 de setembro de 2017 às 10:32h

Dívida pública sobe 1,87% e vai para R$ 3,4 trilhões

A Dívida Pública Federal – que inclui o endividamento interno e externo do Brasil – registrou aumento em agosto. O estoque da dívida subiu 1,87%, passando de R$ 3,341 trilhões, em julho, para R$ 3,404 trilhões em agosto, informou hoje (25), em Brasília, a Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda.
 
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve seu estoque ampliado em 1,91%, ao passar de R$ 3,224 trilhões para R$ 3,286 trilhões. Segundo o Tesouro, esse aumento é devido à emissão líquida, ou seja, mais emissões de títulos públicos do que vencimentos, no valor de R$ 33,08 bilhões, além de pagamentos de juros de R$ 28,38 bilhões.
 
O estoque da Dívida Pública Federal Externa, captada do mercado internacional, teve aumento de 1%, encerrando o mês passado em R$ 117,57 bilhões (US$ 37,36 bilhões). Segundo o relatório do Tesouro, a variação ocorreu principalmente devido à desvalorização do real frente às principais moedas que compõem o estoque da dívida externa.
 
Endividamento do Tesouro – A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo.
 
Neste caso, o Tesouro toma empréstimo de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.
 
De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.
 
Da Agência Brasil