29 de setembro de 2014 às 10:04h

A dificuldade do governo Dilma para fazer contas

O mundo já saiu da crise internacional. A maioria dos países desenvolvidos voltou a crescer em todo o mundo, inclusive na Europa. A Alemanha, que recentemente a presidente provou não conhecer economicamente, cresceu 1,5%, até agora, em 2014 (Dilma disse em entrevista que a Alemanha crescia 0,8%).
 
Mas, se o problema da equipe economica fosse somente fazer contas, estava tudo bem. Haveria sempre alguém para corrigir. O difícil é lidar com a falta de conhecimento, a falta de competência e a imprevisibilidade.  
Esta semana o Banco Central revisou, novamente, a previsão de crescimento do Brasil em 2014. O BC, que previa crescimento de 0,9%, admitiu que o Brasil não deve crescer mais do que 0,7%, embora o governo continue apostando no índice antigo. O mercado, que há muito deixou de confiar no governo Dilma, prevê crescimento ainda menor: 0,3%.
 
Quem quer que esteja correto, o fato é: a economia do Brasil afundou. A atual presidente conseguiu desestabilizar o que havia sido construído nos últimos 20 anos, inclusive pelo padrinho político dela. A crise internacional está passando, mas o Brasil vai continuar nela por um bom tempo se não fizer mudanças urgentes na política econômica.
 
O resto, é guia eleitoral.
 

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