14 de setembro de 2015 às 09:13h

A incerteza do ambulante na transferência da Sulanca em Caruaru

Durante as entrevistas que concederam à TV Jornal, na última sexta-feira, prefeito José Queiroz e secretário de governo Rui Lira mostraram que têm plena certeza de uma coisa: não há certeza sobre o destino dos ambulantes na Feira da Sulanca.
 
Todas as respostas foram no sentido de que o comerciantes mais informais, aqueles que não têm bancos, dependerão da decisão dos colegas com banco e dos lojistas, que poderão integrar o condomínio. Não há garantia de que os ambulantes, sem alvará, terão espaço no condomínio. Muito menos poderão ser votados ou votar.
 
O prefeito José Queiroz chegou a dizer que a prefeitura teria possibilidade de intervir, se fosse necessário, para garantir a participação de todos. Mas também garantiu que o condomínio teria autonomia para deliberar sobre tudo. A postura do secretário Rui Lira foi parecida.
 
A prefeitura não pode intervir, mas pode?
 
Ou pode apenas quando for conveniente?
 
Conveniente para quem?
 
O ambulante, que nem pode comprar um banco, nem pagar o alvará da prefeitura para ter acesso ao condomínio, pode ter que buscar outro emprego, em breve.
 

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