19 de novembro de 2014 às 08:16h

Afinal, qual o projeto da Prefeitura para a Estação Ferroviária?

O espaço da Estação Ferroviária de Caruaru era completamente abandonado. A única habitação da área era feita por assaltantes, que aproveitavam a “terra de ninguém” no meio da cidade para praticar crimes e utilizar drogas.
 
Hoje, existe a presença de bares, restaurantes, casas de disseminação da cultura regional. O local está habitado. Mas a estrutura ainda é capenga e não existe uma ação efetiva da prefeitura para embelezar o local. Convenhamos, tudo ali cheira a improviso e precariedade.
 
E aí vem a curiosidade: a determinação do IPHAN, de proibir o que existe hoje, funcionando no largo da estação,não se dá por causa da falta de estrutura adequada, mas por causa da existência da estrutura. Foram colocadas imensas paredes de madeira para formar os estabelecimentos que são autorizados durante o São João e deveriam ser retirados depois. Só isso. E as estruturas ficaram lá.
 
A situação, hoje, é um limbo. A prefeitura de Caruaru não pode construir estruturas mais sólidas, mais resistentes ao fogo e mais bonitas, porque o Iphan não permite. E o Iphan não permite porque não existe nenhum projeto da Prefeitura que os convença disso.
 
Em Garanhuns foi feito um projeto e o que hoje se conhece como Praça Mestre Dominguinhos, onde acontece o Festival de Inverno, era o largo da Estação. Foi feito um projeto que preservou a “memória do local”, como quer o Iphan. E pronto.
 
Qual o projeto que a Prefeitura de Caruaru tem para o largo da Estação? Vai ser BRT? Vai ser um centro de artes? Quer construir um prédio? Um estacionamento? Há um tempo foi feito um projeto que se chamava “Caruaru 2030”. Nunca mais se ouviu falar disso. Falaram algo lá sobre a Estação?
 
Se os caruaruenses não sabem o que a prefeitura quer fazer com aquele local, imagine o Iphan?
 

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