25 de julho de 2016 às 12:20h

Agreste terá obras hídricas para reduzir os efeitos da seca em 2017

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) anunciou que está executando obras hídricas no Agreste de Pernambuco, na tentativa de amenizar os efeitos da seca, que atinge a região há seis anos consecutivos. Uma das ações da empresa é a obra para transposição de água do Rio Pirangi, em Catende, na Mata Sul, que regularizará a vazão da Barragem do Prata, situada em Bonito, em 500 litros de água por segundo, permitindo que a barragem tenha água durante todo o ano.

 

A expectativa da Compesa é finalizar a obra em janeiro de 2017 e beneficiar mais de 500 mil pessoas nas cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. Orçada em R$ 60 milhões, a Adutora do Pirangi tem recursos garantidos pelo Banco Mundial.

 

O Sistema Pirangi terá uma adutora de quase 27 quilômetros de extensão e duas estações elevatórias (sistemas de bombeamentos) para a exploração de vazões de até 500 litros por segundo. A água irá para a Estação Elevatória do Prata.

 

Outra obra em andamento contempla a cidade de Surubim, que tem a Barragem de Jucazinho como fonte única de abastecimento e que entrará em colapso em outubro, por falta de chuvas. A previsão é concluir a obra da adutora de Palmerinha, que sairá da cidade de Bom Jardim para Surubim, em até 60 dias. O investimento é de R$ 2,6 milhões.

 

As cidades de Belo Jardim, Sanharó e Tacaimbó, que hoje estão em colapso, serão abastecidas por meio da Adutora do Moxotó, que transportará água de Rio da Barra, em Sertânia. A previsão para o sistema entrar em operação é janeiro do próximo ano, com investimento de R$ 80 milhões.

 

Nenhuma das obras, entretanto, ficará pronta ainda este ano.

 

 

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