12 de setembro de 2013 às 08:43h

As armas para os guardas municipais de Caruaru são necessárias

Guarda Municipal não é Polícia, mas precisa combater bandidos

Guarda Municipal não é Polícia, mas precisa combater bandidos


 
Eu mesmo noticiei todos os casos de agressão de guardas municipais de Caruaru que se transformaram em polêmicas nos últimos anos. Eles aconteceram, foram fruto do despreparo emocional dos agressores e da provocação das vítimas. Mas o que aconteceu não significa que eles devam ser proibidos de usar armas para se proteger..
 
O problema da Guarda Municipal em Caruaru é que ela vinha sendo utilizada como se fosse policiamento ostensivo. O treinamento que um ser humano recebe para utilizar uma arma de fogo não faz dele um períto em armas, apenas o ensina a utilizar a força maior, somente quando for estritamente necessário. E esse trabalhadores nunca receberam treinamento nenhum nesse sentido. Nem pra uma coisa, nem pra outra.
 
Quando você não regula a própria força, pode usar o braço, uma faca, um aparelho de choque, ou um revólver. Esse treinamento precisa ocorrer, independente de estarem armados, para que os guardas estejam aptos a conviver com os outros cidadãos, sem colocá-los em risco.
 
A segunda medida a ser tomada, após o treinamento, é limitar o trabalho dos Guardas à segurança de prédios públicos. Eles não podem fazer policiamento. A Polícia Militar está aí para isso. O efetivo não é suficiente? Tudo bem, mas a forma que a prefeitura pode ajudar é fazendo a segurança do patrimônio público para que a PM se ocupe do resto. Guarda Municipal que quiser ser PM, faça o concurso pra corporação.
 
Infelizmente, nas vezes em que agressões aconteceram, o comando da Guarda era feito por pessoas que achavam que ainda estavam na força militar e incutiam isso nos comandados.
 
Outra coisa: farda não é sinônimo de autoridade. Farda é instrumento de identificação no trabalho e muita gente usa. De coveiro a juiz. Farda serve para que o cidadão se diferencie de acordo com a atividade que desenvolve e não para exercer força maior.
 
Dito isto, pode-se dizer sim: os guardas municipais precisam ser liberados para usar as armas. Afinal, alguém me explique como é que se vai mandar uma pessoa fazer a segurança de um prédio, de uma escola, armado com um cacetete para impedir traficantes e outros criminosos. Se um bandido invade uma policlínica para matar alguém lá dentro, um médico, uma enfermeira, um paciente, o Guarda Municipal vai impedir como? Pedindo por favor?
 
Lembrando que, por lei, eles não podem levar a arma pra casa nem utilizá-la fora do horário de trabalho.
 
E, volto a dizer, isso não será possível se os Guardas não passarem por um treinamento sério, que os leve ao limite, para testar a reação que cada um pode ter. Esse treinamento, inclusive, pode indicar se alguém tem condições de continuar na Guarda ou não. Porque se, no decorrer do curso, ele demonstrar que não tem autocontrole, não poderá utilizar a arma.
 

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