16 de setembro de 2015 às 10:36h

Bancada de Oposição e Simepe denunciam colapso da saúde

Os cortes no orçamento do Estado, ainda não detalhados pelo Governo de Pernambuco, atingiram os serviços prestados à população, como por exemplo a àrea da saúde, embora o secretário da Fazenda, Márcio Stefani, ter garantido que as áreas essenciais à população seriam preservadas.
 
De acordo com levantamento realizado pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e recebido pela Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, cerca de 60% das cirurgias eletivas estão sendo suspensas por falta de fios, materiais cirúrgicos e antibióticos.
 
Embora o Governo do Estado atribua a crise na saúde do Estado ao corte nos repasses da União, o presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo, afirma que não está claro se essa situação se deve, de fato, aos cortes do Governo Federal ou ao Governo do Estado. Lobo cita como exemplo o Hospital Regional de Palmares, que atrasou o pagamento aos profissionais de saúde embora os repasses da União estejam sendo feitos. Nesse caso, o problema é a falta de repasse do Estado ao gestor do hospital.
 
Os dados apresentados pelo Simepe revelam ainda demissões de médicos nas UPAs da Imbiribeira e do Cabo, além de expectativa de futuras demissões nas unidades do Torrões e Sotave, em Jaboatão. As restrições financeiras também resultaram no fechamento das pediatrias das UPAs do Cabo, Imbiribeira, Jaboatão, Olinda e Torrões.
 
O estudo também revela, como fato preocupante, o fechamento de diversas UTIs nos hospitais pernambucanos, a exemplo da UTI 2 do Hospital Getúlio Vargas; UTI Coronariana do Hospital Agamenon Magalhães; UTI 3 do Hospital Metropolitano Miguel Arraes; além de dez leitos de UTI adulta no Hospital Barão de Lucena. Vale lembrar que estes hospitais atendem à população não só do Recife e Região Metropolitana, mas também de todo o interior do Estado. No Hospital Miguel Arraes, uma das marcas do Governo Eduardo Campos, houve ainda a demissão de sete radiologistas do plantão noturno e redução do plantão desses profissionais de 24 horas para 12 horas diurnas.
 
Veja abaixo as unidades e seus respectivos problemas apresentados:
 
Hospital Getúlio Vargas:
Fechamento da UTI 2, restando duas em funcionamento
 
Hospital Agamenon Magalhães:
Fechamento da UTI Coronariana
 
Hospital Miguel Arraes:
Fechamento da UTI 3
Desativação de enfermaria de Cirurgia Geral
Fechamento de 30 leitos de Ortopedia Demissão de sete radiologistas
Fechamento de 30 leitos de traumato-ortopedia
Redução de plantão dos radiologistas
 
Hospital Barão de Lucena:
Fechamento de 15 leitos de clínica médica
Fechamento de 5 leitos de clínica cirúrgica
Fechamento de 10 leitos de UTI adulta
Fechamento de 8 leitos de enfermaria pediátrica
 
UPAs(Cabo, Imbiribeira,Jaboatão, Olinda e Torrões):

Fechamento da Pediatria
 
IMIP
Fechamento da reprodução humana e do bloquinho
Escala da emergência pediátrica desfalcada
Atraso de salários de anestesistas, que estão há cinco meses sem receber
 
Hospital Maria Lucinda:
Fechamento de oito leitos da UTI Pediátrica e de um leito de enfermaria pediátrica
 
Fonte: Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe)


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