21 de outubro de 2015 às 09:02h

Bancários rejeitam proposta de sindicato patronal e decidem manter greve que já dura duas semanas

Os bancários rejeitarama proposta da Federação Nacional dos Bancos de 7,5% de reajuste e retirada do abono.

Os bancários rejeitarama proposta da Federação Nacional dos Bancos de 7,5% de reajuste e retirada do abono.


 
Nessa terça-feira (20), bancários rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 7,5% de reajuste e retirada do abono, após reunião realizada para negociar o fim da greve, no Hotel Maksoud Plaza, capital paulista. Para a presidente do Sindicato dos Bancários em Pernambuco, Suzineide Rodrigues, a rodada de negociação foi decepcionante. “Não esperávamos que o sindicato dos banqueiros continuassem com intransigência e falta de responsabilidade. A proposta deles foi ‘trocar seis por meia dúzia'”, reclamou, em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM.
 
De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o Comando Nacional dos Bancários, que rejeitou a proposta, quer discutir aumento real e orienta a categoria a manter a greve forte. A negociação continua amanhã (21), a partir das 11h. Os bancários estão em greve há 15 dias. Ontem (19), segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (‎Contraf-CUT), 12.496 agências e 40 centros administrativos paralisaram suas atividades nos 26 estados e no Distrito Federal.
 
Eles reivindicam reajuste salarial de 16%, incluindo reposição da inflação, mais 5,7% de aumento real, participação nos lucros e resultado (PLR), equivalente a três salários mínimos, mais R$ 7.246,82, melhores condições de trabalho e fim das demissões, entre outros. “O desrespeito dos bancos continua. Amanhã, a greve completa 16 dias, sem avanço até o momento. Queremos discutir um reajuste digno do esforço dos bancários e correlato aos ganhos reais dos bancos. Não podemos aceitar perda salarial”, disse, em nota, Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
 

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