20 de agosto de 2014 às 09:02h

Beto Albuquerque pode ser vacina de Marina contra críticas do agronegócio

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O deputado federal Beto Albuquerque pode servir como uma vacina às críticas que a candidata Marina enfrenta do setor de agronegócios. A exemplo de Lula, que chamou um empresário como José Alencar para reduzir a rejeição do empresariado nacional, o PSB colocou um aliado que tem boas relações com o setor produtivo, em um estado bastante conservador do Sul. O nome a ajuda de fato com os setores produtivos.
 
“O agronegócio brasileiro conhece nosso programa de governo”, comentou Beto Albuquerque, hoje no Recife. Aos 51 anos, de fato, o gaúcho tem trajetória de afinidade com o agronegócio. Empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas últimas duas campanhas e trabalhou pela soja trangênica que Marina era contra.
 
Sempre vestida com uma fantasia de avatar de deusa da floresta, a aceitação do deputado parece mostrar que Marina pode ter algum link, uma âncora com a realidade. Na semana passada, já se esperava dela a flexibilidade para entender e apoiar as alianças fechadas pelo partido, com as quais nunca concordou.
 
O nome do gaúcho não é forte no Nordeste, onde Marina também precisa crescer, mas deve ajudá-la a crescer principalmente no Sudeste, o que parece ser a principal aposta da chapa neste momento.
 
Na sua visita ao Estado, para falar com Renata Campos já como candidato a vice, o socialista deu a entender que os Estados não sofrerão solavancos com a nova situação.
 
“As alianças estão mantidas. Foi assim que pudemos fazer nessa conjuntura de muitos Brasis dentro do Brasil. Cada Estado tem sua realidade. Não há nenhum estresse sobre isso e a Marina está absolutamente engajada nesse projeto junto com a gente, então não há necessidade de qualquer tipo de documento”.
 
“Não há nenhuma necessidade nem houve proposta de qualquer documento que deva ser assinado pela chapa. Há um programa de governo que tem que ser honrado, há propostas apresentadas por Eduardo Campos que serão mais que honradas, executadas com a vitória que vamos construir nas ruas com apoio do povo”, comentou.
 
“A Marina e eu vamos reiterar esses compromissos. Não há necessidade de documento nenhum”.
 
“Não nos assusta os nossos adversários hoje já dizendo que vão centrar fogo na Marina. Nós temos que centrar fogo nos males que estão sendo feitos no Brasil. Vamos lutar contra os problemas do Brasil”.
 
“Não estranho que nossos adversários estejam nervosos porque na verdade estão sentindo que o Brasil quer mudança. Não quer nem voltar para o passado nem mais do mesmo que não ajudou o Brasil a melhorar mais ainda”. (do Uol)
 

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