1 de agosto de 2014 às 09:39h

Campanha de Paulo Câmara não decola e Eduardo deve vir mais a Pernambuco

O ex-governador Eduardo Campos estava confiando que poderia eleger um sucessor apenas empenhando seu próprio nome na campanha. Talvez nem pretendesse visitar muito o Estado, de onde saiu da chefia do executivo com aprovação de 57% dos eleitores.
 
Na teoria era perfeito. Na prática… bom… a prática inclui tantas variantes que não caberiam nesse texto. Só para resumir: o candidato escolhido ainda não conseguiu empolgar, as forças políticas que deveriam dar sustentação à campanha parecem estar sem rumo, sem uma liderança que aponte o caminho e a campanha do adversário, Armando Monteiro Neto, não está para brincadeira.
 
Além disso, Eduardo esqueceu, ou pareceu esquecer, que o nome de Lula ainda é muito forte no Estado, principalmente pelas realizações de Eduardo que tiveram o apoio político e financeiro do ex-presidente.
 
Daí se tira que a aprovação de Eduardo na saída do cargo de governador não era só dele, era também do ex-presidente. Ao largar a barra da saia do PT, a simpatia pelo neto de Arraes, ao menos em Pernambuco, se dividiu.
 
O resultado pode ser visto na pesquisa Ibope/TV Globo, divulgada esta semana. Primeiro, sobre a força do grupo montado por Armando Monteiro. Do início da campanha pra cá, o petebista não oscilou nem um ponto e manteve a liderança com 43%. Paulo Câmara subiu, mas o crescimento quase ficou dentro da margem de erro: saiu de 8% para 11%.
 
Em Pernambuco a situação também não é boa para Eduardo na campanha presidencial. Os números apontam 41% para a presidente Dilma e 37% para Eduardo. De uma aprovação de quase 60% quando era governador, para uma intenção de voto de menos de 40%. O rompimento com o PT não fez bem para o ex-governador em seu Estado.
 
Na última visita que fez a Caruaru, nos bastidores, Eduardo Campos distribuiu broncas aos aliados e cobrou maior participação de todos. Chegou-se a afirmar, reservadamente, que estavam em uma guerra e quem não estivesse ao lado dele seria inimigo.
 
Depois dos últimos números divulgados, é bem capaz de ele visitar Pernambuco com mais freqüência para tentar reverter o quadro.
 
Vai sobrar para o ouvido dos aliados.
 

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