31 de março de 2014 às 08:21h

Campos defende Bolsa Família e diz que programa foi criado por FHC para depois ser aprimorado por Lula

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Pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, defendeu a universalização do Bolsa Família, e disse que o programa representa uma conquista social, “um direito da cidadania” tão grande quanto foi a criação do salário mínimo, no governo do ex-presidente Getúlio Vargas. Afirmou, no entanto, que aquele que é hoje o programa mais popular das gestões do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, na realidade, é uma versão melhorada das iniciativas implantadas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
 
— O Bolsa Família é uma conquista importante da democracia. Foi uma evolução de programas criados por Fernando Henrique Cardoso, que Lula melhorou. No tempo do (ex-presidente) Fernando Henrique tinha Bolsa Gás, Bolsa Escola, e Lula ajudou a ampliar, assim como uma casa, que você reforça o alicerce, aumenta o telhado, e faz um imóvel ainda maior — disse.
 
Para o governador de Pernambuco, o Bolsa Família é uma conquista legítima, que “virou um direito”.
 
— Agora o que é que me preocupa no Bolsa Família? É que tem gente que precisa e está fora do Programa — disse, durante entrevista a emissoras de rádio no sertão de Pernambuco, onde passou o final de semana
Como se já estivesse fazendo promessa de campanha, ele enfatizou:
 
— Nosso compromisso é universalizar o Bolsa Família, que é um direito das pessoas, para que ninguém vá para as portas das prefeituras, atrás de inscrição como se isso fosse um favor. Isso é um direito legal da cidadania — completou.
Reconheceu, no entanto, que o programa, por si só, não resolve as mazelas sociais do país.
 
A poucos dias de deixar o cargo, para embarcar de vez na pré-campanha, Campos empreendeu uma maratona de visitas a nove municípios, inaugurando obras. Como governador, inaugurou unidades de saúde e sistemas de abastecimento de água no sertão e no agreste.
 
— O caminho de onde vim até aqui foi muito mais longo e mais duro do que até lá onde vamos chegar juntos. Tenho consciência das tarefas que demos conta. E também das que não demos conta. Muito fizemos. E estamos saindo animados e desafiados para fazer ainda mais, para poder fazer pelo nosso agreste, pelo nosso estado, pelo nosso Nordeste e pelo Brasil — disse, sendo aplaudido e despertando alguns gritos de “presidente” entre a plateia, formada de populares e políticos de vinte cidades da região agreste e até do estado vizinho da Paraíba.
 
— Contem comigo — conclamou.
 
Campos afirmou que aprendeu a governar com humildade e disse que, para ser um bom governante, o gestor precisa ter postura diferente daquela adotada pelos que se sentem “patrões do povo”, prática que, segundo ele, “está vencida”. E completou:
 
— Os brasileiros querem escolher seus caminhos com alguém que se coloque como servidor do povo. Que agarre sonhos desse povo para transformar em realidade, usando a energia da mobilização, reunindo os melhores técnicos, pessoas que saibam fazer o bem e que não se entreguem às conveniências de compor com alguns que a gente sabe que não têm compromisso com nada.
 

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