17 de novembro de 2014 às 07:33h

Canibais são condenados a penas entre 19 e 21 anos em Olinda

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Após dois dias de julgamento, o júri popular decidiu pela condenação do trio acusado pelo homicídio de Jéssica Camila da Silva Pereira, crime ocorrido em maio de 2008. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva foram condenados por homicídio quadruplamente qualificado, vilipêndio e ocultação de cadáver. A sentença foi lida às 20h da sexta-feira (14) pela juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Olinda, Maria Segunda Gomes de Lima, que presidiu a sessão. A defesa pode recorrer da decisão.
 
O réu Jorge Beltrão terá de cumprir pena de 21 anos e 6 meses de reclusão, mais 1 ano e 6 meses de detenção pelos crimes. A condenação de Isabel Cristina foi fixada em 19 anos de reclusão e 1 ano de detenção. A ré Bruna Cristina cumprirá 19 anos de reclusão e 1 ano de detenção. A dosimetria da pena levou em conta quatro agravantes do homicídio (motivo fútil, emprego de meio cruel, sem dar chance de defesa à vítima e para assegurar impunidade).
 
Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Jéssica Camila tinha 17 anos quando foi assassinada pelos acusados, no Loteamento Boa Fé-I, bairro de Rio Doce, Olinda. Depois do crime, a filha da jovem, que tinha 1 ano, passou a ser criada por Jorge Beltrão, Isabel Cristina e Bruna Cristina. Os três réus foram acusados de ter guardado a carne da jovem para consumo humano, além de ter ocultado os restos mortais.
 
O julgamento teve início às 9h40 de quinta-feira (13), no Fórum Lourenço José Ribeiro. O primeiro dia de sessão contou com o depoimento de duas testemunhas: o psiquiatra forense Lamartine Hollanda e o delegado da Polícia Civil Paulo Berenguer. Em seguida, os três réus foram ouvidos em plenário. Às 20h, o julgamento foi suspenso e retomado às 9h45 da sexta-feira.
 
No último dia, teve início a fase de debates, às 9h40. A sustentação oral da representante do Ministério Público de Pernambuco durou 2h30, mesmo tempo destinado aos defensores dos réus. Houve réplica e tréplica. Terminada essa etapa, os sete jurados que compunham o Conselho de Sentença reuniram-se para responder a quesitos e votar pela absolvição ou condenação. Com base na votação, a juíza realizou a dosimetria da pena e leu a sentença em plenário.
 

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