17 de outubro de 2014 às 16:29h

Caruaru apresenta estratégias para o enfrentamento da Febre Chikungunya

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A Secretaria de Saúde de Caruaru apresentou à imprensa, na manhã desta sexta-feira (17), as estratégias que serão implementadas para o enfrentamento da Febre Chikungunya caso chegue à cidade. Segundo a Secretaria, devido Caruaru fazer parte do polo de confecções e receber diversas pessoas de outros estados, com destaque para a Bahia, onde está ocorrendo um número considerado de casos, há uma tendência do vírus circular no município. A Febre Chikunguya é uma doença causada pelo vírus do gênero Alphavirus e transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus.
 
Durante a coletiva, um dos pontos enfatizados foi intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti nas áreas mais vulneráveis do município. “Próxima semana estamos fechando um levantamento para informar quais são os bairros mais críticos. Vamos trabalhar em duas frentes: uma com os agentes de endemias e outra com a colaboração da população, pois o combate à febre chikungunya é o mesmo do combate à dengue. Temos que diminuir os focos dos mosquitos nas residências.”, destacou Paulo Florêncio, Diretor da Vigilância em Saúde.
 
Um trabalho focal também será fortalecido no Parque 18 de Maio. “Vamos dispor de equipes para eliminar os focos do mosquito no raio que compreende a Feira de Caruaru.”, informou Florêncio.
 
Outro ponto discutido na coletiva foi a questão da notificação dos casos. De acordo com Wedneide Almeida, Secretária Executiva da Saúde, as equipes da Atenção Básica e da Atenção Especializada serão orientadas a respeito sobre como são os sintomas da doença e imediatamente encaminhadas para notificação “Os casos suspeitos deverão ser notificados em até 24 horas a partir da suspeita inicial, digitados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN NET), além de ser preenchida a ficha de investigação disponibilizada na plataforma FormSUS.”, declarou Almeida.
 
Segundo o médico Marcos Pedrosa, professor do curso de medicina da UFPE, os sintomas suspeitos da doença são pacientes com febre de início súbito maior de 38,6% e dores fortes nas articulações, não explicada por outras condições, podendo estar associadas às dores de cabeça, dores musculares e erupções cutâneas. “ O caso só é confirmado com a detecção de RNA viral por RT-PCR; detecção de IgM em uma única amostra de soro e o aumento de vezes no título de anticorpos IgG específicos anti-CHIKV.”, explanou.
 
Não existem vacinas ou remédios específicos para combater a febre chikunguya, os sintomas são cuidados com medicação para a febre (paracetamol) e dores articulares (anti inflamatórios), além de repouso absoluto do paciente, que deve beber líquidos em abundância. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. “Orientamos que a população não se automedique. É necessário procurar a unidade mais próxima de sua residência.”, complementou Wedneide Almeida.
 

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