14 de maio de 2014 às 00:26h

Coluna da quarta-feira (14/05/2014)

Prestes a chegar aos 80 dias de greve, o movimento dos professores de Caruaru, recebeu uma dura notícia na noite de ontem. Toda a esperança dos cerca de 300 trabalhadores que mantinham os braços cruzados residia no recurso que o Sindicato dos Servidores Municipais (Sismuc) havia impetrado no TJPE.
 
Na primeira decisão, vale lembrar, a greve foi decretada ilegal. A prefeitura apoiou-se na ilegalidade para pressionar ainda mais os trabalhadores, cortando salários dos grevistas. Muitos se viram obrigados a voltar ao trabalho. A paralisação continuou resistindo. Agora, sob a confirmação de que a greve é ilegal, os professores ficaram com vários problemas para administrar.
 
O maior deles, certamente, é o salário perdido. A gestão não informou o que vai fazer, mas a confirmação de ilegalidade desobriga a prefeitura em relação ao pagamento dos dias em que os docentes deixaram de trabalhar a partir da primeira decisão que classificava o movimento como irregular. São, pelo menos, dois meses de salário, que os trabalhadores dificilmente vão receber.
 
Outro grande problema, dessa vez para o Sismuc, é a multa que terá de ser paga. Na primeira decisão estava previsto o pagamento de R$ 1 mil por dia. Agora, a multa é ainda mais salgada: R$ 4 mil por cada dia sem que os professores retornem às salas de aula.
 
Mas, ainda fica a pergunta: depois de tudo isso, os professores encerram a greve? Ou ainda pretendem recorrer?
 
Se voltarem…
 
Caso decidam voltar ao trabalho, vão encontrar centenas de estudantes que praticamente perderam o ano letivo de 2014. Após 80 dias de paralisação, mesmo que estudassem nos dois turnos, para tentar compensar, dificilmente o aproveitamento será próximo de aceitável. Todo o semestre foi embora. O prejuízo maior, como sempre, vai para a conta dos alunos e das famílias.
 
Se não voltarem..
 
Aí, será preciso que os pais e alunos, maiores interessados no fim desse cabo de guerra, possam se unir e pressionar professores e prefeitura para que sentem e negociem. Independente de qualquer decisão judicial, a situação já ultrapassou a barreira do aceitável. O direito à educação precisa ser respeitado.
 
Sobre a Feira da Sulanca
 
O secretário de projetos especiais, Paulo Cassundé, esteve, na noite de ontem, fazendo palestra na Câmara de Vereadores. Foi apresentar aos edis o projeto da nova Feira da Sulanca, que irá funcionar às margens da BR 104 em um terreno adquirido com recursos do Governo do Estado. Acabou sendo um reforço, para mostrar que espaço, realmente, será utilizado para a transferência. Nos últimos dias, houve reclamações de que o terreno da nova feira estava tendo a área desmatada sem autorização. O proprietário das terras, que ainda não foram transferidas para o município, foi multado pela URB. A posse do terreno, inclusive, deve ser dada ao município nos próximos dias.
 
Vereador Jajá pode ser o primeiro
 
O relatório com o resultado do procedimento disciplinar contra o vereador Jajá pode ser o primeiro a ser votado na Comissão de Ética da Câmara de Caruaru. Acredita-se que a votação possa acontecer já na próxima terça-feira (20).
 
Entrevista bomba amanhã
 
Os advogados e os vereadores envolvidos na Operação Ponto Final prometem uma entrevista coletiva bombástica para amanhã (15). Segundo os advogados, são mais de 700 horas de gravação periciadas. A ideia é mostrar que os clientes foram vítimas de uma armação.
 

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