13 de maio de 2014 às 00:05h

Coluna da terça-feira (13/05/2014)

Comissão de Ética
 
Quem pode votar o relatório da Câmara?

 
A resposta para essa pergunta pode definir se os vereadores envolvidos na Operação Ponto Final, em Caruaru, serão cassados ou não. Ninguém, nem mesmo, os advogados de defesa e os interessados diretos têm dúvidas de que o relatório da Comissão de Ética vai pedir a cassação dos edis. A chave da defesa para tentar impedir que isso se torne realidade está em dois campos: o jurídico e o matemático.
 
Os advogados já estão com os argumentos prontos e devem recorrer à justiça tão rápido quanto for possível. A principal reclamação refere-se ao devido processo legal, que não teria sido respeitado completamente. “A Comissão não ouviu nenhuma testemunha de defesa dos vereadores”, reclamava, ontem à noite o advogado Saulo Amazonas. A comissão diz que era obrigação da defesa levar as testemunhas e nenhuma foi levada.
 
Já o campo da matemática consiste em saber quem poderá, realmente, votar em plenário para aprovar ou não uma cassação. Os suplentes, que se beneficiam diretamente com a condenação, podem participar? E os vereadores investigados, têm direito ao voto? Se todos os possíveis beneficiados e prejudicados forem impedidos de votar, haverá votos suficientes?
 
Se todos os envolvidos e suplentes forem impedidos, apenas os 13 edis restantes teriam direito a voto. Não seria suficiente para alcançar o quorum mínimo.
 
Uma hipótese

 
Internamente, a hipótese mais aceita, até agora, é a de que todos podem votar, menos os envolvidos diretamente. Por exemplo: como os relatórios são individuais, a votação também é individual. Na votação para decidir pela cassação de Jajá, apenas o próprio Jajá seria impedido de votar. Em outra caso, quando a votação fosse para decidir o destino de Neto (que ainda está afastado), apenas o suplente dele, Tenente Tibúrcio, ficaria fora da votação.
 
Dilma vai ser recebida com protestos em Pernambuco
 
Em Serra Talhada, na última visita ao Estado, Dilma foi recebida com festa. O prefeito Luciano Duque (PT) criou um clima de campanha para a presidente, com elogios ao Governo Federal e até placas espalhadas pela cidade. Em Cabrobó, onde Dilma estará hoje, o clima será de jogo em torcida adversária. O prefeito da cidade é do PSB. Auricélio Torres se explica com “democracia”: “nós vivemos em um Estado democrático e a população vai se posicionar”.
 
Afinados
 
Quem também é do PSB mas não deve fazer protesto nesta terça é o Governador de Pernambuco. João Lyra Neto mostra que está afinado com a presidente Dilma Roussef. A agenda oficial registra uma visita às obras de Transposição acompanhando a adversária de Eduardo Campos. Faz jus ao discurso de posse, quando afirmou que iria se distanciar da campanha na hora de governar.
 
Obama e Bush do Brasil
 
Em evento para a imprensa da Bahia, Eduardo Campos respondeu ao senador Humberto Costa. O petista escreveu artigo comparando o discurso de mudança usado pelo candidato do PSB com a campanha de Obama, em 2006 nos EUA. Humberto chamava atenção para o que, no entender dele, seria falta de criatividade e obra de marketing político. Eduardo usou o bom humor: “Eu não esperava que o senador comparasse a presidenta do País, do partido dele, com George Bush (presidente dos EUA quando Obama se candidatou). Porque na hora em que ele me compara com o Obama…”. Para Campos, a única semelhança entre ele e Obama é a campanha “vitoriosa” de ambos.
 
Frota cresceu 40%. Número de agentes de trânsito caiu 25%
 
O câncer de cidades com populações bem maiores que Caruaru já é realidade na Capital do Agreste e tem se intensificado nas últimas semanas. O trânsito caótico já pode ser classificado como rotina dos caruaruenses. A falta de ordem explica-se pelas ruas estreitas, mal projetadas, mas também está em números: de 2009 para cá a frota de veículos cresceu mais de 40% (de 92 mil para 137 mil). Já o número de agentes, no mesmo período, foi de 80 para 60 (redução de 20%).
 
Concurso
 
Ajudaria muito se a prefeitura chamasse os classificados no concurso público da Destra para ocupar as vagas. A gestão afirma que não pode contratar ninguém para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal. O município estaria no limite… E a paciência dos motoristas também.
 

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