10 de setembro de 2013 às 08:32h

Comissão de Ética da Alepe decide não investigar Guilherme Uchoa

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Seguindo uma orientação da Procuradoria, a Comissão de Ética da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) decidiu não investigar o presidente da Casa, Guilherme Uchoa (PDT). A promotora da Infância e Juventude de Olinda Henriqueta de Belli entregou na semana passada um documento elaborado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que aponta indícios de tráfico de influência na concessão de guarda irregular de uma criança de um ano a um casal que mora nos Estados Unidos e sequer está inscrito no Cadastro Nacional de Adoção. Um parecer emitido pela Procuradoria da Casa orienta o legislativo a não investigar o caso, já que a Justiça está apurando.
 
A suspeita é de que Guilherme Uchôa colocou a máquina da Alepe a favor da adoção ilegal. De acordo com o documento entregue pela promotora, o advogado Joaquim Pessoa Guerra Filho, que ajuizou o pedido de adoção, é funcionário Alepe. Além disso, o médico Aldo Mota – também pertencente aos quadros da Casa, foi ao Hospital Tricentenário de Olinda para examinar a criança a ser adotada. Além disso, o apartamento declarado pelo casal pertence ao deputado.
 
A filha de Uchoa, a advogada Giovana Uchoa, teria praticado tráfico de influência para agilizar a adoção.
 
O caso ainda envolveu uma ação de censura à imprensa. Na noite do último sábado (31), um oficial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) entregou aos veículos de comunicação uma decisão do juiz plantonista Sebastião de Siqueira Sousa que proibia os jornais de citar o nome do parlamentar no caso da adoção irregular.
 
Quatro dias depois, após pressão da sociedade e de diversos veículos da imprensa, inclusive nacionais, Guilherme Uchôa retirou a ação atribuiu a uma iniciativa “unilateral” do seu advogado. Ele ainda citou estresses da vida pessoal, como o internamento da sua esposa há duas semanas, no Hospital Sírio-Libanês, devido a um câncer.
 

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