28 de setembro de 2015 às 09:19h

Confeccionistas devem investir em coleção própria, mostra Seminário de Moda do Agreste

Fiepe
 
Inspirar os confeccionistas do Polo de Confecções do Agreste de Pernambuco foi o foco do “Seminário de Moda do Agreste: Tendências, Comportamento e Consumo” realizado pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), em Caruaru. O evento contou com três palestras que mostraram aos empresários e estudantes a importância de desenvolver uma coleção própria e copiar menos os produtos já existentes no mercado.
 
Os palestrantes falaram ainda sobre a importância do investimento em criatividade, talento, qualidade de produto e identidade como saídas para superar o momento de instabilidade. Apresentando um case de sucesso, o fundador da empresa Cobra D’água, Lucas Izoton, foi o primeiro a ministrar uma palestra e falou sobre os 25 anos de êxito no mercado, a presença da marca nos 27 estados brasileiros, os 150 escritórios de representação e 120 mil clientes lojistas.
 
“Sou um empreendedor que gosta de inovar e compartilhar o que deu certo e o que não deu também. Os problemas econômicos ainda vão permanecer por um tempo, é preciso ultrapassá-los e retirar todo o aprendizado deste período. Nós fazemos o tamanho da crise, sejam otimistas e trabalhem muito. Tenham em mente que as empresas devem melhorar a qualidade de vida das pessoas sejam funcionários, parceiros ou fornecedores”, enfatizou Izoton.
 
Geni Rodio, consultora em Desenvolvimento e Adequação de Produtos e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), em sua palestra avaliou a realidade da moda nacional, destacando os pontos fortes dos polos têxteis, e falou sobre a moda internacional e como o produto brasileiro é visto fora do país. “Nosso país é privilegiado por contar com polos que têm uma cadeia produtiva tão completa, desde o fio até o produto na vitrine. O produto é a parte fundamental de uma empresa e precisa atender todas as necessidades do consumidor. O Brasil é um país desejado, referência em cultura e estilo, nós precisamos investir mais nisso. Não existe a possibilidade de crescimento sem pensar no mundo lá fora”, frisou.
 
Por último, apresentando trabalhos próprios, o estilista Ronaldo Fraga como as coleções “A Fúria da Sereia” e a “Carneseca”, desenvolvidos em conjunto com comunidades que ele ajudou a desenvolver uma economia criativa. “Todo o profissional de moda que pensa o Brasil precisa conhecer Caruaru. Eu adoro esse lugar! Sobre a recessão, mais do que nunca é importante investir em autoralidade, porque, nesta fase, é antieconômico todo mundo usar a mesma cor da estação, a mesma forma, beber na mesma fonte e o que tem acontecido é isso, por instabilidade e pelo medo, as marcas estão todas se inspirando em produtos do Fast Fashion. É o momento de autoralidade, de identidade, de reforçar o DNA de marca”, assegurou Fraga.
 

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