19 de junho de 2015 às 11:06h

Contra a liberdade: Humberto Costa critica visita de senadores à Venezuela

(Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)

(Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)


 
Foi “um equívoco do começo ao fim”, disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), sobre a missão Oficial à Venezuela feita por senadores brasileiros. O grupo foi hostilizando por simpatizantes do presidente Nicolás Maduro, quando tentava visitar políticos de oposição presos pelo presidente desde o início de 2014.
 
“À direita brasileira interessa essa confraternização com a extrema direita venezuelana. Na agenda deles, não havia nem mesmo espaço para encontrar Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda, mas que é um opositor moderado do presidente Maduro”, avaliou Humberto. “O que os senadores brasileiros quiseram foi radicalizar lá do mesmo jeito que radicalizam aqui”, disse o petista.
 
A missão foi realizada pelos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ronaldo Caiado (DEM-GO), José Agripino (DEM-RN), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Sérgio Petecão (PSD-AC) e José Medeiros (PPS-MT).
 
“Estamos em Caracas, sitiados em uma via pública. Nossa van foi atacada por manifestantes” (…) “Mas seguimos firmes na disposição de visitar Leopoldo López. Estamos aqui para defender a democracia e até agora o governo venezuelano tem demonstrado pouco apreço por ela”, disse Aécio Neves por meio de sua conta no Twitter, antes de a comitiva conseguir retornar ao aeroporto, Neves afirmou ainda ter conversado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ter ouvido a garantia de que a Casa protestará formalmente contra o ocorrido, bem como cobrará um posicionamento da presidenta Dilma Rousseff.
 
Na Câmara Federal, deputados da oposição pediram providências ao presidente Cunha (PMDB-RJ), que contatou o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira e, em seguida, disse ter solicitado um posicionamento oficial do governo brasileiro, recebendo a informação de que os senadores já retornaram ao aeroporto de Caracas, onde aguardavam provimento de segurança por parte das autoridades.
 


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