18 de setembro de 2013 às 17:55h

Contrariando especulações de que iria para o PT, FBC anuncia que vai pedir demissão e fica no PSB

Fernando Bezerra Coelho fica no PSB e entrega cargo de Ministro

Fernando Bezerra Coelho fica no PSB e entrega cargo de Ministro


 
Tradicional parceiro do PT nas disputas nacionais, o PSB anunciou oficialmente em reunião na tarde desta quarta-feira (18) a entrega dos cargos que possui no governo Dilma Rousseff, que incluem o ministério da Integração Nacional e a Secretaria de Portos.
 
“Estamos deixando o governo, entregando as funções que ocupamos, para deixar o governo à vontade e para que também possamos ficar à vontade para fazer o debate sobre o Brasil. (…) A decisão sobre candidatura própria é só em 2014, [mas] o desejo hoje do partido é pela candidatura própria”, disse Campos após o fim da reunião.
 
Um dos destaques foi o Ministro Fernando Bezerra Coelho, que tem o maior cargo hoje dentro da gestão petista. Indicado por Campos para o cargo, Bezerra estava na reunião e anunciou a saída do cargo. “Pedirei audiência para a presidenta Dilma para agradecer a possibilidade de servir ao país e dizer que sigo a recomendação do partido. Direi também que fiquei honrado com o apoio do partido e a confiança da presidenta”, afirmou.
 
Leônidas Cristino (Portos), afilhado de Cid Gomes, está em viagem ao exterior, mas Cid afirmou no encontro que ele também deve sair.
 
“Estávamos chegando a uma situação que beira a humilhação. É uma decisão madura de um partido que quer discutir livremente sua candidatura, sem ter que ouvir toda semana baboseiras e constrangimentos de integrantes do PT e do governo sobre cargos”, afirmou o deputado Beto Albuquerque (RS), líder do partido na Câmara, segundo quem o governo Dilma está autorizada a demitir todos os ocupantes de cargos federais indicados pelo partido.
 
Ainda segundo ele, o PSB espera que o PT “seja correto”, aja com reciprocidade e devolva os cargos que possui nos seis Estados governados pelo PSB — Pernambuco, Ceará, Paraíba, Piauí, Amapá e Espírito Santo, . “Amigável ou não, é um divórcio.”
 
Com informações da Folha de São Paulo

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