6 de dezembro de 2013 às 07:49h

Cooperativa faz proposta para Dirceu Genoino e Delúbio: costura de bolas, ganhando R$ 5 por peça

Se era pra ter um emprego popular...

Se era pra ter um emprego popular…


 
Quando queria ser gerente de um hotel e ganhar R$ 20 mil, José Dirceu disse que gostaria de ter o emprego porque era uma forma de ele se mostrar popular. Não que um salário de R$ 20 mil seja algo popular, mas ele se considerava subalterno no cargo. Vai entender.
 
Como o emprego no hotel não deu certo. A Cooperativa de presos deu uma solução para o caso e fez uma proposta para o ex-ministro da Casa Civil e seus colegas de Mensalão.
 
A Cooperativa Sonho de Liberdade, formada por presidiários do Distrito Federal, ajuizou nesta quinta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP) ofertas de emprego para o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.
 
Para Genoino, cuja saúde ainda inspira cuidados segundo seus advogados, a vaga disponibilizada é de costura de bolas. A remuneração seria de R$ 5 para cada artigo produzido. Já para Dirceu, a oferta é de um cargo como administrador da parte de fabricação de artefatos de concreto. No caso do ex-ministro, a remuneração seria de 75% do valor do salário mínimo, o que daria R$ 508,50.
 
Delúbio Soares mereceu uma atenção especial na proposta de trabalho oferecida pela cooperativa. Segundo a oferta, o ex-tesoureiro “não demonstrou a nosso ver nenhuma habilidade em outras funções se não a de tesoureiro do partido político aonde se constatou não ser de confiança (dessa forma) não podemos alocá-lo em um cargo administrativo com acesso às finanças da cooperativa”. O emprego oferecido, portanto, foi de assistente de marcenaria, com a mesmo remuneração de Dirceu.
 
“Eles não podem dizer que não tiveram ofertas de emprego. Causa estranheza que um presidiário tenha acesso a um salário de R$ 20 mil enquanto outros companheiros da Papuda recebem 75% de um salário mínimo. Estamos propondo uma reeducação social por meio de empregos condizentes com a atual situações dos condenados”, disse ao Terra Jomateleno dos Santos Teixeira, presidente da Confederação do Elo Social Brasil.
 
Ainda de acordo com a oferta de emprego, todos recebrão vale transporte e terão refeições no local, já que a cooperativa dispõe de refeitório. Para Genoino, a proposta destaca que há uma farmácia popular no local e um pronto socorro conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS) nas proximidades.
 
A Cooperativa Sonho de Liberdade, composta por 80 encarcerados, é ligada à Confederação do Elo Social Brasil, que por sua vez mantém vínculo com o Movimento Passando o Brasil a Limpo. Trata-se de uma organização não-governamental “com atividades voltadas a combater a desigualdade social e amenizar a criminalidade, atuando também no combate à corrupção, omissão e inoperância dos órgãos fiscalizadores”. A sede da cooperativa fica no setor de Chácaras Santa Luzia, próximo a uma das maiores favelas do Brasil, a Estrutural.
 

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