24 de abril de 2014 às 10:03h

Criação de empregos formais tem pior mês de março em 15 anos

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Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta quinta-feira (17) pelo Ministério do Trabalho mostram que foram criados 13.117 empregos com carteira assinada em março. Isso representa uma queda de 88,3% frente ao mesmo período do ano passado (+112.450 vagas formais). Trata-se do pior resultado, para meses de março, desde 1999 (76.313 vagas fechadas), ou seja, em 15 anos.
De acordo com o governo, o fraco resultado na criação de empregos formais, em março deste ano, está relacionado com o carnaval tardio – que aconteceu, em 2014, no mês passado. Com isso, as contratações temporárias, para a festa, aconteceram em fevereiro, com os trabalhadores sendo dispensados no mês seguinte.
 
De acordo com o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o fim do verão também motivou um maior número de demissões em março. “Tivemos no mês de fevereiro a geração de 266 mil postos de trabalho. Houve contratação antecipada em fevereiro. O carnaval se realizou em março. Com o fim do carnaval, que coincide com o final da temporada de verão, houve demissões”, avaliou ele.
 
Em fevereiro, foram criados 260.823 empregos formais, o que representou uma alta de 111% na comparação com o registrado em fevereiro de 2013 (123.446 mil novos postos).
 
No 1º trimestre, foram criados 344.984 empregos
 
Apesar de o mês de março ter registrado pequena criação de empregos formais, os números oficiais mostram que houve crescimento nas vagas abertas no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2013.
 
De janeiro a março deste ano, foram criados 344.984 empregos com carteira assinada – com alta de 12,7% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 306.068 vagas.
 
Os números de criação de empregos formais do acumulado de 2014, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de fevereiro). Os dados de março ainda são considerados sem ajuste.
 
Segundo o ministério, os salários médios de admissão registraram um crescimento real (acima da inflação) de 2,49% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013, passando de R$ 1.138,46 para R$ 1.166,84.
 

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