7 de novembro de 2014 às 07:34h

Democracia financeira

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Se você juntar todas as campanhas realizadas em 2014 para deputado, senador, governador e presidente, o custo financeiro ultrapassou os R$ 75 bilhões. Daria para fazer três Copas do Mundo.
 
Somente os congressistas eleitos, 540 parlamentares, gastaram juntos a quantia de R$ 864 milhões.
 
Dividindo por cabeça: R$ 1,6 milhão de cada um.
 
A aberração passa também pela falta de lógica “geográfico-financeira”. A segunda deputada eleita com o maior gasto de campanha é Iracema Portella, do Piauí.
 
Um dos estados mais pobres do país, onde milhares de famílias dependem de ajuda do Governo Federal e a pobreza bate níveis altíssimos.
 
A deputada Iracema gastou R$ 7 milhões para “ajudar esse povo”.
 
Se usasse o dinheiro que consegue “arrecadar” em campanha para construir uma escola ou manter um hospital, talvez ajudasse de verdade.
 
O mandato na Câmara só vai ajudar a ela própria, como é regra nesse país.
 
Para justificar essa aberração, analistas costumam dizer, com ar pesaroso, que o Brasil é uma democracia jovem.
 
Convenhamos, a democracia pode ser jovem, mas a moral, a ética e a lógica existem desde antes de existir Brasil.
 
Nosso país é que insiste em não adotar essas práticas.
 
Custaria muito alto.
 

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