20 de janeiro de 2015 às 08:37h

Dilma conseguiu, chegamos no racionamento

Por Fernando Castilho
Na coluna JC Negócios do Jornal do Commercio desta terça-feira (20).
 
Não adianta buscar outra palavra. O Brasil entrou em racionamento de energia ontem à tarde. O governo pode dizer o que quiser, mas o ONS mandou cortar carga e o nome disso é racionamento. Dilma demorou, mas conseguiu.
 
O problema é que isso é só o começo. Não há, rigorosamente, nenhuma perspectiva de que o sistema atual (com a oferta de água nos reservatórios e as condições das térmicas) aguente o tranco de 2015. Porque simplesmente o consumo não para de subir e não há nenhuma campanha de uso racional, estímulo a produtos mais econômicos ou uma simples redução voluntária. Sem isso, e com o calor que o País está sentindo, economizar energia virou palavrão.
 
Mas como tudo que é ruim pode piorar, é bom saber que as campanhas que vierem a ser lançadas (e elas fatalmente virão) não vão impactar como no passado. É que o Brasil já trocou a maioria de suas lâmpadas incandescentes, comprou aparelhos com selo Procel e vai por aí. Agora é cortar. Desligar mesmo e pronto. Chegamos ao racionamento 2.0.
 

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