12 de novembro de 2015 às 09:49h

Dois médicos e um vereador foram presos por fraude em cirurgias no HRA

Comandada pelos delegados Erick Lessa e Polyanne Farias, da Polícia Civil, a Operação Hipócrates prendeu oito pessoas em Caruaru, Agrestina, São Caetano, Tacaimbó e Recife, todas envolvida em caso de vendas de cirurgias para pacientes do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru.
 
A operação começou em julho de 2015, para apurar condutas suspeitas, relacionadas a médicos, outros servidores da área de saúde e particulares, que atuavam no setor de Ortopedia e Traumatologia. Entre as acusações estão captação de pacientes na rede pública de saúde para atendimentos na rede privada; retardamento doloso na prestação do serviço para estimular o pagamento indevido de valores pelos pacientes/familiares; cobrança pelos serviços realizados na rede pública, a pretexto de antecipação de atendimento; utilização de material cirúrgico aquém e além da quantidade prescrita; realização de cirurgias sem indicação de necessidade e utilização de informações privilegiadas em razão da função.
 
Foram presos os médicos Pablo Thiago Cavalcanti de Albuquerque e Bartolomeu Bueno Mota, os chefe de enfermagem do HRA e líder do grupo Thiago Emaniel da Silva. Além de Luiz Emídio da Silva Filho, Almir Ferreira da Silva, Maria Aparecida Gonçalves Pereira de Lima, Severino do Ramo Santos, conhecido como Raminho, e o vereador Claudomiro Martins da Silva. Outro integrante do grupo, Jamesson Luiz da Silva, conhecido como Janequene, está foragido.
 
O médico Ricardo Cavalcante Marinho e a servidora pública Maria da Paz Mendes da Silva foram conduzidos coercitivamente para a delegacia, mas responderão ao processo em liberdade. Todos são investigados por organização criminosa; corrupção passiva; tráfico de influência, lesão corporal. Na operação foram apreendidos ainda documentos que comprovam os crimes, 10 computadores do Hospital Regional e Revolver Cal. 38.
 
De acordo com as investigações, o grupo faturou cerca de R$ 5 milhões com esses crimes. A ação acontecia quando o paciente chegava ao hospital precisando de uma cirurgia ortopédica e o líder do grupo, Thiago Emanuel, fazia a captação de pacientes, tráfico de influência e cobrança indevida de valores para serviços públicos, deixando o paciente sofrer sem cuidados médicos até aceitar a cirurgia particular, pela qual eram cobrados entre R$ 4 mil e R$ 12 mil. Os outros seis envolvidos são suspeitos de captação de pacientes.
 
Algumas das cirurgias eram realizadas indevidamente e aconteciam no próprio HRA, outras eram realizadas em um hospital particular da cidade, que alugava as salas para os médicos. Nas cirurgias eram utilizados materiais hospitalares além do necessário.
 

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