14 de maio de 2014 às 08:30h

Em Cabrobó, manifestantes são barrados na visita presidencial

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A passagem da presidente Dilma Rousseff (PT) pela cidade de Cabrobó, no Sertão do São Francisco, nesta terça-feira (13), durou menos de 35 minutos, mas foi o suficiente para gerar uma manifestação popular. Na visita ela posou para fotos com alguns funcionários que trabalham na Transposição do Rio São Francisco e fez a vistoria das obras. Conforme o previsto, a recepção da petista à cidade sertaneja não foi tão agradável quanto a de Serra Talhada, em abril. Três ônibus com índios do povo Truká, estudantes e universitários foram barrados, na BR-428, de acompanhar a passagem de Dilma. O grupo portava faixas com reivindicações. Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptaram o grupo.
 
Com cartazes e faixas, os manifestantes cobraram a criação de uma unidade da Universidade Federal do São Francisco (Univasf) na cidade, além de incentivos do programa Minha Casa Minha Vida e um cais para atracação no Rio São Francisco, que foi prometido por Fernando Bezerra Coelho, em 2011, quando ainda era ministro da Integração Nacional.
 
De acordo com o prefeito de Cabrobó, Auricélio Torres (PSB), duas reivindicações foram atendidas pelo governo federal. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) se comprometeu a realizar o saneamento básico da cidade, prometido desde 2005, e as obras na comunidade indígena, que terá investimento de R$ 2,7 milhões.
 
Em Cabrobó, a presidente não fez pronunciamento. Com palanque esvaziado, os principais aliados da petista no Estado não participaram do ato no Sertão. Entre os presentes estavam o prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB) e o deputado federal Paulo Rubem (PDT).
 
O prefeito do município acompanhou a visita, mas estava visivelmente deslocado. Segundo ele, um documento com algumas reivindicações foi entregue a equipe do cerimonial da presidência.
 
Com informações do repórter Felipe Lima, do Jornal do Commmercio
 

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