27 de novembro de 2014 às 08:43h

Em tempos de crise no Brasil, deputados e senadores tomam medidas: vão aumentar o próprio salário

Do Globo
 
BRASÍLIA — A Mesa Diretora da Câmara começou a discutir em reunião nesta quarta-feira a proposta de aumento salarial de deputados e senadores. Segundo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a ideia é garantir pelo menos a correção inflacionária dos subsídios parlamentares, sem reajuste há quatro anos. Segundo cálculos de técnicos da Casa, a correção deverá elevar os salários de R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil. Mas como há projeto tramitando na Casa e que eleva para 35,9 mil, há deputados que defendem que o mesmo valor seja garantido aos parlamentares. A proposta também elevará o salário da presidente da República, Dilma Rousseff e dos ministros de estado.
 
Segundo o presidente da Câmara, o aumento nos subsídios parlamentares será discutido na próxima semana com o Executivo, com os líderes aliados e com o Senado. Henrique Alves fez questão de destacar que deputados e senadores estão há quatro anos sem aumento nos subsídios e que este aumento só valerá para a próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2015. O projeto de decreto legislativo que garante aumento para deputados, senadores, para Dilma e ministros terá que ser aprovado na Câmara e no Senado para entrar em vigor. Parte dos parlamentares que votarem na proposta — os reeleitos e os senadores que têm mais quatro anos — será beneficiada pelo reajuste que votará.
 
“Toda legislatura tem o dever, pelo regimento da Casa, de estabelecer o reajuste salarial dos parlamentares da próxima legislatura para que não possam legislar em causa própria, em seu próprio mandato, no período da sua atuação parlamentar. Isso é feito em consonância do Poder Legislativo com o Poder Executivo. Vamos tratar esse assunto nos próximos dias com o Poder Executivo, para ser feito de maneira correta a remuneração futura da nova legislatura”, disse Henrique Alves.
 
“O último reajuste foi dado há 4 anos e este que será dado agora será pelos próximos 4 anos. Isso será feito como sempre foi feito, um entendimento do Poder Legislativo com o Executivo, valendo para parlamentares, presidente da República, ministros. Como sempre foi feito, nada de anormal”, completou.
 

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