8 de Fevereiro de 2018 às 09:09h

Estado fechou 2017 devendo R$ 240 milhões na saúde, denuncia Oposição

O ano de 2017 terminou com as contas do governo do Estado fechando no vermelho. Dívidas com fornecedores e prestadores de serviços somaram mais de R$ 1 bilhão. Os números foram debatidos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), durante apresentação do secretário da Fazenda do Estado, Marcelo Barros, na Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação.
 
Dados disponíveis no Portal da Transparência do Estado e no portal Tome Conta, do Tribunal de Contas de Pernambuco, mostram que, só na área da saúde, foram R$ 238,8 milhões de débitos. Desse montante, metade dos débitos está diretamente relacionada à prestação de assistência médica e ambulatorial, com o total de R$ 119,5 milhões.  
 
“Enquanto a retórica do PSB é que o governo fez o seu dever de casa e manteve o equilíbrio fiscal, os números mostram o contrário, o que tem reflexo direto nos serviços prestados à população, assim como na baixa taxa de investimento apresentada nos últimos anos. Em 2017 Pernambuco investiu apenas 5,3% da sua receita corrente líquida, enquanto Ceará investiu 12,3%, o Piauí 10,5% e a Bahia 10,4%. Foi o terceiro pior resultado da Região Nordeste”, comparou o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição.
 
Para Silvio, a falta de compromisso com o pagamento a fornecedores e prestadores de serviço tem impacto direto na queda na qualidade do atendimento à população, com médicos fazendo greves nas UPAEs de Garanhuns e de Caruaru, suspensão do atendimento no Centro de Oncologia de Petrolina, superlotação nos hospitais e falta de medicamentos e insumos básicos.
 
Os maiores credores do governo na área de saúde são a Fundação Professor Martiniano Fernades – Imip Hospitalar, que encerrou 2017 com R$ 15,37 milhões a receber; a Roche Produtos Farmacêuticos, com saldo de R$ 13,84 milhões; a Fundação Altino Ventura, com R$ 12,56 milhões, o Hospital Português, com R$ 10,30 milhões; o Hospital Tricentenário, com R$ 10,23 milhões, e o Instituto Materno Infantil de Pernambuco – Imip, com R$ 10,18 milhões a receber.
 
Confira os principais credores do Estado na área de saúde:
 
FUNDACAO PROFESSOR MARTINIANO FERNANDES – IMIP HOSPITALAR – R$ 15.369.245,00
PRODUTOS ROCHE QUIMICOS E FARMACEUTICOS S/A – R$ 13.843.241,00
FUNDACAO ALTINO VENTURA – R$ 12.564.273,00
REAL HOSPITAL PORTUGUES DE BENEFICIENCIA EM PE – R$ 10.299.657,00
HOSPITAL DO TRICENTENARIO – R$ 10.226.026,00
INSTITUTO MATERNO INFANTIL PROFESSOR FERNANDO FIGUEIRA – IMIP – R$ 10.183.648,00
FUNDO MUNICIPAL DE SAUDE – R$ 6.649.287,00
NOVARTIS BIOCIENCIAS S/A – R$ 6.383.930,00
HOSPITAL DE ASSISTENCIA DOMICILIAR EIRELI – R$ 6.159.215,00
BECTON DICKINSON INDÚSTRIAS CIRÚRGICAS – R$ 3.786.420,00
HOSPITAL DO CANCER DE PERNAMBUCO – R$ 3.648.826,00
CONFIARE SAÚDE ASSISTÊNCIA DOMICILIAR – R$ 3.391.447,00
FUNDAÇÃO HEMOPE – R$ 3.386.938,00
MAJELA MEDICAMENTOS – R$ 2.918.680,00
ROCHE DIAGNÓSTICA BRASIL – R$ 2.806.261,00
ASS. DE PROTEÇÃO A MATERNIDADE E À INFÂNCIA DE SURUBIM R$ 2.692.913,00
COOP. DOS MEDICOS ANESTESIOLOGISTAS DE PERNAMBUCO – R$ 2.583.266,00
UNI HOSPITALAR – R$ 2.551.313,00
CASA DE SAUDE E MATERNIDADE NOSSA SRA DO PERPETUO SOCORRO – R$ 2.255.738,00
INSTITUTO ALCIDES D’ANDRADE LIMA – R$ 2.132.121,00
TOTAL R$ 123.832.445,00
  
Fonte: Portal da Transparência e Portal Tome Conta do TCE-PE
 

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