2 de janeiro de 2014 às 07:33h

Exceto pela candidatura de Armando Monteiro, sucessão estadual continua indefinida

armando monteiro neto
Mantida a reboque da eleição nacional por causa da candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República, a disputa no plano estadual segue indefinida. Até o momento, o único nome colocado é o do senador Armando Monteiro Neto (PTB), que disputará o Governo do Estado. O nome dele é tido como certo desde outubro, quando o PTB abriu mão dos cargos que possuía na gestão Eduardo. Ao anunciar a adesão à gestão socialista, no início da semana, o PSDB anunciou que deve ficar com os espaços deixados pela legenda: a Secretária Estadual de Trabalho e Emprego e o Detran.
 
Armando deixou a órbita palaciana para construir a própria candidatura porque o PSB faz questão de apresentar um nome à sucessão do atual governador. A avaliação na legenda é que a popularidade de Eduardo e a visibilidade de uma candidatura nacional devem favorecer a eleição de um nome do partido. O cenário é tão atrativo que pelo menos sete nomes são cotados, nos bastidores, para a vaga de candidato da legenda. A previsão é que o governador bata o martelo entre fevereiro e março, antes de deixar o cargo, no dia 4 de abril, para disputar a Presidência da República.
 
Os nomes citados são os do vice-governador João Lyra, que assume a partir de abril; o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, que tem percorrido o Estado; do ex-deputado federal Maurício Rands, que voltou a política após um ano afastado a pedido do governador; e dos secretários estaduais Tadeu Alencar, da Casa Civil; Danilo Cabral, de Cidades; Paulo Câmara, da Fazenda; e Antônio Figueira, da Saúde.
 
Há quem diga, porém, que o governador não pode escolher um nome pouco conhecido, porque não terá tempo de se dedicar tanto a candidatura do aliado como fez com Geraldo Julio, no Recife, em 2012. Seja quem for o escolhido pela legenda, deve contar com o apoio de grupos que se colocavam na oposição do governo Eduardo, como o PSDB e o PPS. As articulações desses partidos em Pernambuco acontecem em função da formação de palanques estaduais para as candidaturas nacionais.
 
Pelo mesmo motivo, o PT, tradicional aliado socialista no Estado, migrará para a oposição ao PSB porque trabalhará pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), com quem o atual governador irá rivalizar. A incógnita na legenda é se os petistas fortalecerão a coligação de Armando Monteiro, como pressiona a Direção Nacional da legenda, ou se terão candidatura própria para tentar forçar um segundo turno. Uma comissão interna começará a analisar a situação a partir do dia 18 deste mês.
 

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