28 de outubro de 2014 às 23:05h

Fazendeiro suspeito de mandar matar promotor se entrega à polícia e nega crime

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Da TV Jornal
 
O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, apontado pela polícia como o mandante da morte do promotor Thiago Faria, em outubro do ano passado, se apresentou no início da noite desta terça-feira (28) na sede da Polícia Federal em Recife. José Maria chegou tranquilo ao local acompanhado da mulher e de dois advogados. Antes de entrar para prestar depoimento, ele conversou com a imprensa e negou ter cometido o crime. Ele afirmou se entregar porque não aguentava mais viver em condições sub-humanas e cansou de viver se escondendo. José disse que chegou a dormir até em cemitérios.
 
Questionado sobre o motivo de não ter se entregado antes, José Maria disse que a Polícia Civil nunca quis ouvi-lo, pois se ela tivesse enviado uma intimação para ele comparecer à delegacia, ele teria ido. Após a Polícia Federal assumir o caso, o delegado Alexandre Alves procurou a família e os advogados dele e ele resolveu se colaborar com as investigações.
 
À imprensa, José Maria disse que não sabe o porquê da acusação, pois só conhecia Thiago Faria de nome. Segundo ele, nunca existiu motivo para ele ter praticado o crime pelo qual é acusado. O superintendente da Polícia Federal deve fazer uma coletiva nesta quarta (29) para falar sobre o depoimento e o destino de José Maria.
 
No dia 14 de outubro do ano o promotor de Justiça Thiago Faria foi assassinado com tiros de espingarda calibre 12 na PE-300, em um trecho entre Itaíba e Águas Belas, no Agreste de Pernambuco, onde trabalhava. A noiva de Thiago, Mysheva Martins, e um tio dela também estavam no carro no momento da emboscada, mas não ficaram feridos. Através de vídeo, o fazendeiro chegou a acusar a noiva de ser a real mandante.
 
Para a Polícia Civil, que iniciou a investigação do caso, foi o fazendeiro José Maria quem contratou o cunhado, Edmacy Ubirajara, para matar Thiago Faria. A motivação envolveria uma disputa por terras. Ubirajara chegou a ser preso, passou dois meses no Centro de Triagem de Abreu e Lima (Cotel), de onde o advogado de defesa conseguiu que o acusado saísse da prisão para responder pelo homicídio em liberdade.
 

 

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