17 de março de 2014 às 07:23h

Ferramenta cidadã. Órgãos públicos de Pernambuco investem em aplicativos de fiscalização

A era do smartphone chegou ao serviço público. O cidadão é o grande beneficiado e passa a dispor de uma poderosa ferramenta de fiscalização em suas mãos. Na tentativa de acompanhar as novidades tecnológicas e melhorar o atendimento à população, governos e prefeituras estão investindo em aplicativos para dispositivos móveis.
 
No caso de Pernambuco, a Compesa e a Secretaria de Defesa Social já engatinham no meio digital. A Emlurb, no Recife, também está desenvolvendo um app onde será possível registrar queixas sobre o saneamento urbano. De olho nesse novo nicho de mercado, empresas do Porto Digital – o parque tecnológico do estado – lançam projetos que enveredam pelo bem-estar social, mas não são nada filantrópicos. Pelo contrário: podem render contratos lucrativos.
 
Sem fazer alarde, a Emlurb vem testando há alguns meses um aplicativo (app) que será integrado à central de atendimento do 156. A solução é fruto de uma parceria com uma empresa do Centro de Excelência em Tecnologia do Software do Recife (Softex Recife), uma associação instalada no Porto Digital. De acordo com o assessor técnico da presidência da Emlurb, Tiago Mendes, o app será gratuito e ofertado para as plataformas Android e iOS.
 
“O cidadão poderá tirar fotos de postes com lâmpada quebrada, galerias entupidas e outros transtornos. A imagem vai anexada com o relato do usuário e as coordenadas do GPS”, explica Mendes. O sistema gera um protocolo para as denúncias, que são acompanhadas em tempo real. As queixas serão listadas com a indicação se foram atendidas e resolvidas. Elas podem ser compartilhadas entre vizinhos que moram na mesma rua.
 
A Compesa, por sua vez, lançou em junho do ano passado um aplicativo para que o cidadão informe vazamentos na rede de distribuição de água. Disponível para iOS e Android, a solução foi desenvolvida pela própria equipe de tecnologia da companhia, que pretende expandir os serviços e acrescentar recursos até o final do ano.
 
“Queremos colocar novos módulos para que o usuário possa notificar falta de água e problemas na conta. Estamos fazendo uma grande mudança interna para dizer melhor às pessoas quando o abastecimento será interrompido. São muitas variáveis que podem interferir”, afirma o superintendente de tecnologia e telecomunicação da Compesa, Telmo Araújo. Cinco pessoas trabalham no aplicativo, que se chama Compesa Mobile, e a intenção é que, futuramente, ele informe quando vai faltar água.
 
Seguindo a mesma linha, o aplicativo Colab completa um ano de existência no final do mês e colhe bons frutos. O projeto nasceu no Porto Digital, mas toda a equipe – com oito pessoas e novas contratações previstas – se transferiu para São Paulo, onde recebe o aporte financeiro da A5, um fundo de capital privado brasileiro. Pelo smartphone, os cidadãos cadastram denúncias sobre problemas urbanos.
 
“Já tivemos conversas com a Prefeitura do Recife, mas não avançaram. Nesta segunda-feira vamos lançar o Colab em Curitiba com a presença do prefeito e estamos fechando com outras duas capitais. Algumas cidades de outros países também demonstraram interesse”, destaca Gustavo Maia, um dos sócios.
 
Do Diário de Pernambuco

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