6 de Janeiro de 2017 às 09:15h

Governo do Estado diz que investigação em presídios é desnecessária

Apesar de dados mostrarem que, em Pernambuco, a superlotação é uma das piores do país, com três presos por vaga, enquanto no Nordeste são duas pessoas por vaga, o governo do Estado afirma que a investigação proposta pela Procuradoria Geral da República é desnecessária.
 
O governo afirma, em nota, que reconhece que há problema e que tem criado novas vagas, embora nos últimos meses a imprensa pernambucana tenha mostrado que o problema da superlotação tem se agravado, presos tem conseguido armas e drogas, além da constante insegurança dos agentes prisionais e das rebeliões e fugas do sistema prisional do Estado.
 
Ainda assim, o Estado acredita que está trabalhando bem. Confira a nota na integra:
 
O Governo de Pernambuco estranha a iniciativa do procurador-geral da República em exercício em instaurar procedimento administrativo para apurar a situação do sistema penitenciário de Pernambuco, visando “propositura de intervenção federal”. Trata-se de uma decisão desnecessária e equivocada.
 
O Governo do Estado reconhece o problema do sistema prisional pernambucano e vem tomando todas as providências para corrigir as deficiências existentes – inclusive com a participação do Ministério Público Federal. O Governo de Pernambuco não é omisso e nem falseia a realidade desafiadora.
 
Foram criadas, 1.374 vagas nos últimos dois anos, com a previsão de mais 3.954 vagas até o final de 2018. Além disso, foram realizadas obras de recuperação e modernização de unidades prisionais já existentes, visando melhorar a condição dos reeducandos e também a segurança do sistema.
 
Os problemas do sistema prisional brasileiro são sérios e é preciso que sejam tratados com mais responsabilidade e menos pirotecnia.
 
Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Governo do Estado de Pernambuco.
 

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