15 de outubro de 2014 às 08:21h

Gravação de Jorge Quintino repercute na Câmara de Vereadores

As afirmações proferidas pelo agora ex-diretor do Departamento Municipal de Feiras e Mercados, Jorge Quintino, deram o que falar na sessão da Câmara, desta terça-feira (14). Em seu discurso na tribuna, o vereador Jajá (Sem Partido) chegou a divulgar a gravação do ex-aliado do governo José Queiroz.
 
“Se essas acusações fossem em relação a minha pessoa seria preso no dia seguinte. Cobramos para que os órgãos competentes investiguem e deem uma posição sobre o caso”, criticou.
 
Em contrapartida ao discurso de Jajá, o vereador Edjaílson da Caruforró (PTdoB) criticou a postura de Jorge Quintino. “Acredito que ele se encontrava num momento infeliz quando disso aquilo. O governo José Queiroz é um governo sério e não se submeteria a nenhum esquema criminoso”.
 
Entenda o Caso
 
A exoneração do diretor de Feiras e Mercados, Jorge Quintino, ocorrida na quinta-feira (9), quando o gestor entregou sua carta de demissão, pode ter sido causada por declarações que ele deu e estão circulando na cidade, através de uma gravação. Em um trecho de pouco mais de três minutos que o blog teve acesso, o ex-diretor fala em falcatruas, citando a empresa de nome Cunha Lanfermann de ser a responsável por estes atos dentro da Prefeitura de Caruaru. Segundo Jorge Quintino, em muitos casos operações são realizadas para burlar o processo licitatório e levar vantagens para os diretores.
 
Jorge Quintino, que na administração passada de Queiroz (PDT) foi diretor de Meio Ambiente e depois saiu por declarações polêmicas, retornou ao governo nesta gestão e estava sem espaço de destaque até ser indicado como chefe no Departamento de Feiras e Mercados. Nas gravações, ele acusa o secretário Paulo Cassundé de fazer esquema na reforma do Matadouro. “Todos os grandes empreendimentos da prefeitura estão sendo feitos por essa empresa: a Cunha Lanfermann. Essa empresa tinha um gerente chamado Paulo Cassundé. Trabalhou nela há um ano. Ele era um dos gerentes”, conta o ex-diretor. “A Cunha Lanfermann está participando da transição do aterro sanitário e do Matadouro”, completa Jorge.
 
Ele afirmou ainda que a interdição do Matadouro foi proposital, para a reforma ser feita sem licitação, já que entraria no regime de urgência. “O problema do Matadouro… Doutor Francisco ligou para mim e disse: ‘Jorge, sou seu amigo, mas estou com problema sério e vou ter que interditar’. Eu liguei para o secretário (Paulo Cassundé) e disse: ‘Secretário, a gente vai ter um problema sério com o Matadouro’. Ele disse: ‘Não, Jorge, deixa para lá’. Com a questão do Matadouro e tudo, o que aconteceu? Não precisou de licitação para a obra, que era urgente e também conseguiu os recursos da construção”. O ex-diretor ainda faz ataques a empresas e pessoas.
 
A secretária de Imprensa da PMC, Carolina Miranda, informou que o prefeito José Queiroz teve acesso às gravações na manhã da última sexta-feira (10) e negou qualquer irregularidade denunciada por Quintino. Segundo ela, o chefe do Executivo teria uma reunião com o seu secretariado para tratar do assunto.
 

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