26 de novembro de 2013 às 14:25h

Integração Nacional vai incentivar a produção de Mandioca com R$ 33 milhões

Plantação-de-mandioca
 
Interessada no fortalecimento da mandiocultura no país, a Secretaria de Desenvolvimento Regional, do Ministério da Integração Nacional (SDR-MI), programa mais R$ 33 milhões para estruturar a cadeia produtiva de mandioca em 2014.
 
Com destaque para o Projeto Reniva (Rede de Multiplicação e Transferência de Materiais Propagativos de Mandioca com Qualidade Genética e Fitossanitária), o repasse deve ser feito por meio de acordos de cooperação e convênios firmados com estados e órgãos federais. A primeira região a receber os recursos será a Nordeste, onde a produção de mandioca é bastante difundida.
 
Parte do programa Rotas da Integração Nacional, o Reniva pretende promover o fortalecimento da cadeia produtiva disponibilizando aos produtores materiais propagativos indexados e comprovadamente livres de patógenos. Assim, o agricultor familiar tem condições de ampliar a sua área de plantio e aumentar a produtividade. Só em 2013, foram aportados mais de R$ 22 milhões para financiar ações do setor. Mais de oito mil e quinhentas famílias de diversas regiões do país foram beneficiadas pelo projeto.
 
Além de estruturar e fortalecer a cadeia produtiva, o Reniva também é um importante apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) associados à mandiocultura. “O projeto visa à ampliação das áreas de plantio, além de capacitar profissionais e construir uma rede de multiplicação e distribuição de mudas selecionadas, de qualidade e com valor comercial”, explica Joaquim Carneiro, gestor do projeto no ministério.
 
Segundo ele, os recursos aportados devem atender a uma extensa demanda de estruturação da cadeia produtiva da mandioca. “A mandiocultura é bem difundida no Brasil. São quase dois milhões de hectares plantados, uma produção de mais de 25 milhões de toneladas. Ainda temos muitas regiões com potencial. Mas é preciso investir, principalmente no subsistema de processamento, onde o setor se encontra muito atrasado quando comparado a países do mesmo nível de produção”, afirma o gestor.
 

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