16 de janeiro de 2014 às 08:00h

João Paulo diz que PT-PE não pode entrar em atrito com Lula e Dilma sobre candidatura. Eles querem Armando Monteiro

João Paulo era cotado para disputar governo em Pernambuco

João Paulo era cotado para disputar governo em Pernambuco

Do Blog de Jamildo
 
Dois dias depois de ouvir do presidente nacional do PT, Rui Falcão, que a legenda deve apoiar a candidatura a governador do senador Armando Monteiro (PTB) em Pernambuco, o deputado federal João Paulo (PT) defendeu na manhã desta quarta-feira (15) que o PT pernambucano não deve entrar em atrito com o comando nacional da sigla, com o ex-presidente Lula ou com a presidente Dilma Rousseff.
 
“Eu digo sempre que a melhor posição para o PT é, primeiro, ele se unificar e ter a unidade interna do partido. Segundo, não ter nenhum tipo de atrito, nem dificuldade com a direção nacional do partido, nem com Lula e nem com Dilma. De forma que eu vou incorporar a posição desse entendimento entre o PT de Pernambuco e o PT nacional”, afirmou, em entrevista à Rádio Jornal.
 
Hoje, o partido trabalha com duas hipóteses. Enquanto parte da legenda acredita que seria melhor ter uma candidatura própria que poderia favorecer o segundo turno, outro grupo crê que o PT precisa apoiar Armando logo no primeiro turno para fortalecer o palanque pela reeleição da presidente Dilma Rousseff. Dilma deve enfrentar o governador Eduardo Campos (PSB) na disputa pela Presidência da República; o que faz de Pernambuco um estado estratégico para as eleições deste ano.
 
Apesar de ser o escolhido para dar o recado da Nacional ao PT pernambucano, João Paulo diz que a decisão ainda não está tomada e que ela passará pela direção estadual da sigla. “O que nós temos, na verdade, é mais uma posição do presidente nacional do partido, do próprio presidente Lula, da própria presidenta Dilma, que aconselha o PT a uma aliança com Armando”, diz.
 
Nova presidente da legenda, a deputada estadual Teresa Leitão prepara a primeira reunião do Diretório Estadual de 2014 para o próximo sábado (18). O encontro deve definir a formação de uma comissão para discutir a tática eleitoral do partido para as próximas eleições.
 
O formato, defendido por Teresa, pode causar ainda mais acirramento dentro do PT porque outras lideranças, como o senador Humberto Costa, acreditam que a definição precisa acontecer o quanto antes para que o partido comece a se articular desde já.
 
De acordo com João Paulo, um dos problemas da articulação com o PTB é a relação do senador, que é ligado a grupos empresariais, e a ala sindical petista. “Nós vamos ter que conversar sobre o programa de governo, relação com os movimentos sociais, ter um diálogo com a nossa base sindical”, assumiu.
 
Cotado para ser o candidato a senador na chapa do PTB, o ex-prefeito do Recife disse ainda que não há definição tomada quanto ao espaço que o PT ocuparia na coligação e que isso será decidido em conjunto com as outras legendas que irão compor a aliança.
 

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