28 de julho de 2016 às 09:09h

Mães de crianças com microcefalia são recebidas pelo governador em reunião com Ministro do Desenvolvimento Social

(Foto: Aluísio Moreira/SEI)

(Foto: Aluísio Moreira/SEI)

Em encontro com representantes da União das Mães de Anjos (UMA) – rede solidária criada para ajudar famílias que cuidam de bebês com microcefalia – e o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, o governador Paulo Câmara propôs novas medidas para garantir o atendimento médico e a assistência às crianças com microcefalia.

No encontro, que ocorreu nesta quarta-feira (27), no Palácio do Campo das Princesas, o governador pediu modificações na lei do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ajustes no fornecimento dos medicamentos através do Sistema Público de Saúde.
“Esse encontro foi importante, pois aproveitamos a vinda do ministro a Pernambuco para relatar as nossas dificuldades e debater soluções para a área. Há um compromisso do Governo do Estado em prestar essa assistência às mães e às família garantindo o recebimento do benefício continuado. Esse é um dos compromisso que nós queremos aprimorar”, pontuou Paulo Câmara.

 
As mães informaram sobre o bem-estar das crianças que, devido à malformação congênita, necessitam de um constante acompanhamento médico e terapêutico, além de respeito e inclusão. A presidente da UMA, Germana Soares, destacou a sua expectativa em relação às mudanças planejadas. “Entendemos que é um trabalho de ‘formiguinha’. Aos pouquinhos nós vamos conseguir conquistar todos nossos direitos. O governo se mostrou disposto a querer melhorar a assistência prestada em geral e nós esperamos contar com essa ajuda para poder oferecer uma melhoria na qualidade de vida dos nossos filhos”, disse.

 

 

O ministro Osmar Terra afirmou que as sugestões apresentadas pelo governo de Pernambuco serão incorporadas ao debate que o País tem travado para a garantia da melhor assistência às famílias com crianças com microcefalia. “Pernambuco foi o Estado mais atingido pela epidemia do Zika Vírus. Nós temos centenas de crianças com microcefalia e que precisam, de alguma maneira, ter os benefícios garantidos. Vamos procurar meios de proteger e beneficiar mais essas famílias. Conhecemos as dificuldades em conseguir medicamentos, a dificuldade em conseguir alimentos especiais, o risco de não receber o benefício de prestação continuada. Então, nós vamos planejar alterações na legislação para resolver esses entraves”, garantiu.

 

 

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