24 de abril de 2014 às 10:15h

Mercado projeta, pela 1ª vez, inflação acima do teto de 6,50% neste ano

Os economistas do mercado financeiro elevaram, na semana passada, sua expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano de 6,47% para 6,51%, informou o Banco Central nesta terça-feira (22), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.
 
Com isso, a previsão do mercado para o IPCA de 2014 subiu pela sétima semana consecutiva e ficou acima, pela primeira vez, do limite superior de 6,50% do sistema de metas de inflação. Para 2015, a estimativa ficou estável em 6%. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central, para 2014 e 2015, é de 4,5%. Entretanto, há um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.
 
No início de 2013, o mercado previa que o IPCA deste ano somaria 5,50%. Nos meses seguintes, a estimativa foi se deteriorando, terminando o último ano em 5,97%. A estimativa ficou consistentemente acima de 6% a partir de 20 de fevereiro deste ano e superou o teto da meta após a inflação de março ter registrado o pior resultado, para este mês, desde 2003.
 
Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente da autoridade monetária tem de escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando as razões que motivaram o “estouro” da meta formal. No começo deste ano, a inflação avançou com mais intensidade por conta do aumento dos preços dos alimentos – resultado das condições climáticas adversas (secas ou chuvas) no país.
 
Taxa de juros
 
A perspectiva do mercado financeiro é que a alta de juros, feita no fim do mês passado pelo Banco Central, não seja a última elevação no ano da taxa básica (Selic) da economia brasileira – que vem avançando desde abril do ano passado para conter pressões inflacionárias. Para o fechamento de 2014, a previsão dos analistas para a taxa de juros permaneceu em 11,25% ao ano e, para o final de 2015, ficou estável em 12% ao ano.
 

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