27 de junho de 2017 às 10:38h

MPF ajuíza ação de improbidade contra empresário Janguiê Diniz

Uma ação de improbidade foi ajuizada, pelo Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco, contra o empresário José Janguiê Bezerra Diniz, pela prática de atividade comercial no período em que acumulava o cargo público de procurador regional do Trabalho, do qual pediu exoneração somente em 2013.
 
De acordo com a ação, José Janguiê acumulou as funções por aproximadamente 11 anos, prejudicando a frequência ao local de trabalho e gerando evidente conflito de interesses. O empresário é sócio majoritário do Grupo Ser Educacional, nome fantasia do Ensino Superior Bureau Jurídico S/A, mantenedora do Centro Universitário Maurício de Nassau.
 
O MPF reforça que o empresário, apesar de figurar como consultor do grupo educacional, administrava de fato o complexo, representando a instituição perante terceiros (imprensa, políticos e sociedade em geral) e órgãos governamentais como o Ministério da Educação, participando de todas as deliberações envolvendo a empresa. Exerceu, inclusive, a presidência do Sindicato das Instituições Particulares de Ensino Superior do Estado de Pernambuco (Siespe) e da Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (Abrafi).
 
O órgão requer que a Justiça Federal determine a suspensão dos direitos políticos de José Janguiê Bezerra Diniz de três a cinco anos, bem como o pagamento de multa no valor de 100 vezes o valor de sua remuneração à época dos fatos e a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de três anos.
 
Em nota, o empresário afirmou que nunca faltou às reuniões ou acumulou trabalho como procurador regional.
 

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