28 de agosto de 2014 às 08:40h

No JN, Marina afirma que não tinha informação sobre ilegalidade dos proprietários do avião

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As investigações em torno do acidente com o avião Cessna Citation 560 XL, que caiu em Santos, no último dia 13 e matou sete pessoas, entre elas o candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), veio à tona na entrevista com a candidata Marina Silva (PSB/Rede) no Jornal Nacional, na noite desta quarta-feira (27).
 
O questionamento sobre o conhecimento da candidata acerca das irregularidades no uso do jato abriu a série de perguntas. Segundo Marina, ela não tinha “nenhuma informação” sobre qualquer ilegalidade envolvendo os proprietários do avião.
 
“Nós tínhamos uma informação de que era um empréstimo e que seria feito o ressarcimento no prazo legal que pode ser feito, segundo a própria Justiça Eleitoral, até o encerramento da campanha e que esse ressarcimento seria feito pelo comitê financeiro do candidato”, explicou a candidata.
 
Cobrando coerência política à candidata, o âncora do telejornal, William Bonner, pressionou a ex-ministra para saber se ela pactuou com as irregularidades que giram em torno da aquisição da aeronave e se sabia da participação de “laranjas”.
 
“Além das informações que estão sendo prestadas pelo partido, existe uma investigação que vem sendo feito pela Polícia Federal. A nossa determinação é que essas investigações sejam feitas com todo o rigor para que a sociedade possa ter os esclarecimentos e para que não seja cometa uma injustiça com a memória de Eduardo”, rebateu Marina.
 
Nessa terça-feira (26), a direção do PSB afirmou que o uso do jato foi autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira.
 
Paralelo às declarações do PSB, a Polícia Federal divulgou o nomes de empresas sem lastro financeiro ou com endereços fantasmas que teriam custeado o pagamento de uma dívida de R$ 1,7 milhão para a compra do Cessna.
 
Segundo a PF, algumas das fontes pagadoras da compra são firmas supostamente fantasmas.
 


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