17 de dezembro de 2013 às 07:57h

O crime contra o promotor e o silêncio que constrange mais do que ajuda

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A alegação do secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, era de que a imprensa estava atrapalhando as investigações e, por isso, decretou-se sigilo nas investigações há cerca de dois meses, logo após o crime contra o promotor de Itaíba, Thiago Soares.
 
O resultado de todo o esforço para afastar a imprensa dos detalhes sobre o crime foi nenhum, além do político. Diminuiu-se a pressão sobre o governador Eduardo Campos, que prometeu elucidar o crime rapidamente. Governador que levanta a bandeira da segurança para apoiar a própria candidatura ao Planalto.
 
Mas aí, um promotor é assassinado e a imprensa fica questionando o rumo do inquérito. Não se pode calar a imprensa, seria uma péssima propaganda (o presidente da Assembleia Legislativa que o diga). Então, calam-se os policiais.
 
Mas, a verdade é que, sem a “interferência jornalística”, a polícia tem hoje a mesma coisa que tinha há dois meses: nada.
 
Tanto é que o único suspeito de atirar contra o promotor está sendo libertado hoje. Edmacy Cruz Ubirajara vai ser solto por falta de provas nesse crime. Não encontraram a arma, não encontraram pólvora nas mãos dele, não encontraram o veículo utilizado na execução.
 
A única coisa que encontraram foi um vídeo com um depoimento do suposto mandante do crime, o fazendeiro Zé Maria.
 
Ironicamente, a fita foi entregue à polícia pela imprensa.
 


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