21 de agosto de 2014 às 08:59h

O mais do mesmo nas eleições e o efeito sem causa de Marina Silva

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Marina Silva assumiu a cabeça de chapa na coligação do PSB com o PPS. Hoje é o primeiro dia em que ela é apresentada como candidata à presidente, oficialmente. Além de se apoiar no retrato do falecido ex-governador Eduardo Campos espera-se, como convém a uma terceira via, dentro de uma eleição polarizada como nos acostumamos a ver no Brasil há tantos anos, que a candidata apresente propostas inovadoras.
 
E aí, entra uma constatação interessante: o nobre leitor já procurou ler o caderno de propostas da chapa?  
 
É um amontoado de “efeitos sem causas”.
 
Por todo o extenso texto, impossível de ler para boa parte da população, vão sendo colocados os problemas do país e a afirmação de que é preciso que isso mude.
 
Só não explica como isso vai ser feito.
 
O tempo todo o discurso é de que se utilizará uma economia sustentável.
 
O que é isso?
 
Em entrevistas isoladas, um dos integrantes da chapa, o economista Eduardo Giannetti tenta ser um pouco mais específico: afirma que a base da política econômica será de mais disciplina fiscal, meta de inflação consistente, livre flutuação do câmbio e a correção de preços administrados.
 
Na prática: cortes orçamentários para diminuir os gastos públicos e menos controle do Estado sobre preços ao consumidor.
 
Deve ser coincidência mas, a receita já foi usada antes, quando lançaram um tal de Plano Real, que salvou a economia brasileira, há 20 anos.
 
Economia sustentável é isso?
 
Recapitulando: temos um PT que acha que o Brasil está perfeito (o que é cegueira ou maldade), um PSDB que quer mudar tudo (mas tem medo de assumir que é PSDB) e um PSB que diz ser diferente de todos ( mas apresenta propostas iguais a dos outros).
 
Eleição estranha
 


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