23 de novembro de 2015 às 08:41h

Oposição fiscaliza obras paralisadas no Sertão do Moxotó

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Os deputados da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) cumpriram agenda, na manhã desta sexta-feira (20), nas cidades de Arcoverde e Buíque, no Sertão do Moxotó. Participaram da comitiva os deputados Silvio Costa Filho (PTB), líder da Oposição; Julio Cavalcanti (PTB), natural da região; José Humberto Cavalcanti (PTB), Augusto César (PTB) e Edilson Silva (Psol).
 
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos parlamentares foi as condições precárias do Hospital Regional de Arcoverde (HRA), única emergência da região, responsável pelo atendimento da população de 13 municípios. “São frequentes as queixas de falta de medicamentos, profissionais e materiais para o atendimento, o que infelizmente tem sido muito comum na saúde pública de Pernambuco, que se encontra hoje em situação de colapso. Vamos discutir o caso do HRA em audiência pública na Assembleia”, adiantou o líder da Bancada de Oposição, Silvio Costa Filho.
 
Hoje, segundo relato dos profissionais do hospital, a unidade funcionando acima da sua capacidade. Por dia são atendidos de 500 a 600 pacientes, o que vem provocando superlotação da recepção e longa espera pelo atendimento, como foi verificado durante a visita.
 
Outra queixa da população e dos funcionários da única emergência da região é a falta de diálogo com o gestor da unidade, Júlio Reis de Lima, que se recusou a receber os deputados. Segundo pacientes que aguardavam atendimento, ele teria saído por uma porta privativa de seu gabinete, que segundo a população é prática comum do gestor.
 
Obras paralisadas
 
Em Buíque, o roteiro contemplou a Estrada do Catimbau, orçada em R$ 6 milhões, que foi anunciada em 2013 e até agora não saiu do papel. O empreendimento, que chegou a ser incluído no programa rodoviário Caminhos de Pernambuco, é encarado como de extrema importância para a região. “Quando fui prefeito, agradecia quando me indicavam problemas em obras da prefeitura, porque possibilitava corrigir aquele problema. Essa é a contribuição Estado”, defendeu Augusto César .
 
Foram encontrados problemas mesmo em obras quase prontas, como a Escola Técnica Estadual Professor Francisco Jonas, que apesar de ter estar em fase de acabamento, não teve matrículas abertas para o ano letivo de 2016. A unidade deveria ter sido entregue em dezembro de 2014. “Por onde adamos os problemas são os mesmo: obras paradas ou atrasadas, infraestrutura deficitária e baixa qualidade dos serviços prestados à população”, reforçou Edilson Silva.
 

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