22 de novembro de 2013 às 07:05h

Para evitar ainda mais desgastes, PT em Pernambuco resolve dividir mandato com dois presidentes

2002
 
Em reunião que contou com a participação até dos rivais João da Costa e João Paulo, com direito a foto sorridente, o PT finalmente decidiu o nome dirigente da sigla. A escolhida foi a deputada estadual Teresa Leitão (PT), que venceu o primeiro turno do Processo de Eleição Direta (PED), realizado no último dia 10, por 58 votos de diferença. Um acordo foi selado entre a parlamentar e o advogado Bruno Ribeiro, com o aval dos grupos que apoiam cada um.
 
Pelo acerto, o mandato de quatro anos será dividido pela metade e, em 2016, Bruno assume o comando da legenda. Com a decisão, o partido evita um segundo turno, inicialmente marcado para este domingo (24) e mais desgastes. Um segundo pleito está mantido em quatro cidades, para definir os dirigentes dos diretórios municipais: Olinda, Cabo de Santo Agostinho e Araripina.
 
Nesta sexta-feira (22), a direção estadual divulgará um documento político comentando a conjuntura atual e divulgando os demais termos do acordo.
 
DESAFIOS – Teresa Leitão terá o desafio de liderar a sigla na eleição de 2014, na qual Pernambuco será especialmente importante para o PT por causa da candidatura ao Palácio do Planalto do governador Eduardo Campos (PSB).
 
Ela precisará trabalhar na reunificação da legenda para evitar o mesmo constrangimento vivido na eleição do ano passado, quando o PT local se dividiu em torno do nome que disputaria a Prefeitura do Recife.
 
Após desgastes com uma eleição interna que não teve resultado oficial, a direção nacional acabou impondo o nome de Humberto Costa. Com isso, a legenda assistiu à vitória do nome lançado por Eduardo Campos, Geraldo Julio (PSB), e amargou o terceira colocação, atrás até do candidato da oposição Daniel Coelho (PSDB).
 
Por enquanto, parece ser quase unanimidade internamente o desejo de lançar um candidato próprio para reforçar o palanque da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) no estado que é o reduto de votos de Eduardo Campos.
 

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