19 de janeiro de 2015 às 07:51h

Para MPPE, assassinato do promotor Thiago Faria foi elucidado

Do Blog de Jamildo
 
Para o MPPE, o assassinato do promotor de Justiça Thiago Faria Soares está elucidado. A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) foi acatada pela 36ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco.
 
Na denúncia, José Maria Pedro Rosendo Barbosa, José Maria Domingos Cavalcante, Antonio Cavalcante Filho, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva são apresentados como réus pelos crimes de homicídio doloso contra Thiago Faria e tentativa de homicídio contra a noiva do promotor, a advogada Mysheva Martins, e o tio dela, Adauto Martins. Sexto réu no processo, Genessy Carneiro responderá pelo crime de favorecimento pessoal.
 
“A conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Federal e Ministério Público Federal atesta a capacidade investigatória do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e da Polícia Civil, cuja linha de investigação foi seguida pela Polícia Federal e MPF”, argumentou o procurador-geral de Justiça Carlos Guerra de Holanda.
 
Procurador-geral de Justiça à época do assassinato do promotor, o atual secretário-geral do MPPE, Aguinaldo Fenelon de Barros, comentou a decisão. “Desde o início das investigações feitas pelo Ministério Público de Pernambuco, em conjunto com a Polícia Civil, acreditei que esses mesmos denunciados são os verdadeiros culpados do crime. Nós estávamos no caminho certo”.
 
Fenelon lamentou que o MPPE não possa participar do julgamento dos acusados em virtude do deslocamento de competência para o MPF e a Polícia Federal.
 
“Apesar disso, tanto a Polícia Civil quanto o MPPE, a Polícia Federal e o MPF investigam baseados em critérios técnicos buscando a verdade dos fatos”.
 
Thiago Faria foi assassinado na manhã de 14 de outubro de 2013 durante emboscada na PE-300, entre os municípios de Águas Belas e Itaíba, com tiros de espingarda calibre 12. Na ocasião, o promotor dirigia seu carro, em direção à Promotoria de Justiça de Itaíba, onde trabalhava, tendo a noiva Mysheva Martins no banco do carona e Adauto Martins no assento traseiro do veículo. As investigações concluíram que José Maria Pedro Rosendo foi o mandante do crime, que teve como motivação uma disputa de terras com Mysheva.
 

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