27 de agosto de 2014 às 17:32h

Pesquisa CNT (27/8): Marina cresce, enquanto Aécio e Dilma caem

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A pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), realizada em parceria com a MDA, confirma o crescimento da candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) e a queda de Aécio Neves (PSDB) e da presidente Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição.
 
Dilma tem 34,2% das intenções de voto, na pesquisa estimulada. Marina aparece em segundo, com 28,2%. O senador Aécio está em terceiro, com 16%. Pastor Everaldo (PSC) tem 1,3% das intenções de voto. Os demais candidatos não atingiram 1%. Números de branco e nulo somam 8,7%, outros 10,4% não sabiam responder.
 
Esta é a primeira sondagem de tal instituto após a morte de Eduardo Campos, que era o candidato socialista até 13 de agosto – data do trágico acidente aéreo que lhe tirou a vida. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (27), em Brasília.
 
A última pesquisa CNT/MDA foi realizada em abril, ainda com Eduardo como candidato. Na época, Dilma tinha 36% das intenções de voto, Aécio, 21%, e Eduardo, 11%.
 
O levantamento atual revela a consolidação de Marina em segundo lugar, assim como mostraram pesquisas do Ibope e Datafolha. Ontem, o Ibope apontou Dilma com 34% das intenções de voto, Marina, com 29%, e Aécio, com 19%.
 
Em uma simulação de segundo turno, Marina venceria Dilma, por 43,7% a 37,8% dos votos, segundo a pesquisa. Quando o candidato é Aécio, Dilma tem 43% contra 33,3% do senador. E Marina venceria Aécio por 48,9% contra 25,2%.
 
Por outro lado, Dilma é a candidata com o maior índice de rejeição. De acordo com a pesquisa, 45,5% disseram que não votariam de jeito nenhum na petista, enquanto 40,4% não votariam em Aécio. Marina tem o menor índice de rejeição entre os três, com 29,3%.
 
Ainda de acordo com a pesquisa, 49,2% dos entrevistados mostraram interesse na eleição para presidente, enquanto 50,5% mostraram que não estão interessados.
 
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme determina a lei, a pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 137 municípios entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
 
Avaliação do governo. A aprovação do desempenho pessoal de Dilma atinge 47,4%, empatando com o número de desaprovação, também com 47,4%. Os que acham o governo petista ótimo ou bom são 33,1%. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo chegam a 11,8%. A taxa de regular é de 37,4%.
 
Emprego e renda. Sobre a expectativa do eleitor em relação ao emprego para os próximos seis meses, 28% disseram que o cenário vai melhorar, enquanto 23,4% disseram que vai piorar – 44,6% enxergam estagnação. Para 27,9%, a expectativa da renda mensal aumentará, enquanto continuará como está hoje para 57,8%, e 11% acreditam que diminuirá.
 
Insatisfação. Há um alto grau de insatisfação dos eleitores com os serviços públicos. Na saúde, 24,1% acreditam em melhora, 27,3%, em piora, e 49,5% disseram que ficará como está atualmente. Na educação, 29,5% disseram que não vai melhorar. Para 50,6%, vai ficar igual, e 17,6% falam em piora. Na segurança pública, 24,5% responderam que vai melhorar, 47,1% que ficará igual e 25,9% que vai piorar.
 
Economia. Os entrevistados responderam também temas de economia e poder de compra. Para 48,7%, a economia está estagnada e 48,2% acreditam que ela continuará assim até o fim do ano.
 
Morte de Eduardo. A CNT/MDA aponta que há um alto número sobre a comoção em torno da morte de Eduado: 78,2% disseram que tal comoção poderá influenciar na decisão do voto, enquanto 18,6% afirmaram que não, outros 3,2% não souberam responder.
 

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