8 de Fevereiro de 2018 às 10:31h

PF desencadeia 2ª fase da Operação Torrentes

Na manhã desta quinta-feira (8), a Polícia Federal (PF) realizou mais uma fase da Operação Torrentes. Desta vez, a suspeita da PF é que as empresas investigadas em Pernambuco tenham atuado em um esquema semelhante de corrupção no Estado do Maranhão.
 
Devem ser cumpridos quatro mandados de prisão, sendo um no bairro de Boa Viagem, no Recife, outro na cidade de Jaboatão dos Guararapes, além de dois contra homens que já estão presos no Centro de Triagens de Abreu e Lima (Cotel). Também devem ser cumpridos dois mandados de busca e apreensão no Estado. A PF ainda não divulgou os nomes dos empresários investigados.
 
Em nota, a PF informou que os empresários pernambucanos são suspeitos de integrar um esquema de corrupção iniciado pelo Corpo de Bombeiros do Maranhão em operações contra uma forte seca que atingiu o Estado entre 2013 e 2014. As suspeitas começaram após a primeira fase da Torrentes, em novembro de 2017, quando funcionários da Secretaria da Casa Militar de Pernambuco foram investigados por desvios de verba pública.
 
O prejuízo causado aos cofres do Maranhão pode chegar a R$ 10 milhões. Os indícios de superfaturamento foram encontrados ao se constatar que os contratos firmados entre as empresas e o Corpo de Bombeiros do Maranhão apresentavam valores 30% mais altos do que os preços convencionais de mercado.
 
Operação Torrentes – Deflagrada em novembro de 2017, a primeira fase da operação Torrentes foi contra crimes de desvio de recursos públicos, fraudes em licitação e corrupção de funcionários públicos durante as operações “Reconstrução” e “Prontidão”, que atenderam cidades arrasadas por chuvas na Mata Sul. Estima-se que, somente em 2010, cerca de R$ 450 milhões podem ter sido desviados. Os investigadores informaram à época que os desvios foram praticados até na compra de colchões, lençois e filtros de água que deveriam ser destinados às vítimas das enchentes.
 
A primeira fase da operação cumpriu 15 mandados de prisão temporária contra empresários, funcionários públicos e até militares. Também foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão, além de 20 mandados de condução coercitiva.
 

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