11 de setembro de 2015 às 16:37h

PIB de Pernambuco cai 3,5% em comparação ao mesmo período do ano passado

De acordo com a Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas Condepe/Fidem o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco teve resultado negativo nesse segundo trimestre de 2015, representando um recuo de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a agência a queda mostra que a crise nacional está impactando na economia do Estado.
 
“Constatamos que a crise chegou a Pernambuco com força. O PIB teve uma queda de 3,5% e esta é uma queda muito forte. Desde 2007, quando começamos o novo ciclo de desenvolvimento do estado, não tínhamos um número negativo”, declarou o presidente da Condepe/Fiden, Flávio Figueiredo, lembrando que os investimentos em Suape alavancaram a economia estadual há oito anos.
 
Nesta sexta-feira (11) no Recife, foi divulgado levantamento da Condepe/Fidem entre os meses de abril e maio de 2015 o PIB pernambucano foi de R$ 36,8 bilhões, e entre janeiro e março o PIB foi de R$ 38,3 bilhões, resultando em um acréscimo de apenas 0,6% em relação ao mesmo período de 2014.
Após a divulgação dos números, Flávio Figueiredo comentou que o Governo do Estado vê com preocupação esse retorno aos resultados negativos. No entanto, não pode fazer muito para mudar este quadro. “A situação foge da nossa governança porque está atrelado ao encaminhamento da economia pelo Governo Federal. Dependemos de como o Governo Federal vai conduzir a recuperação econômica”, afirma.
 
Setores mais atingidos
 
O setor de construção civil foi o mais atingido pela crise econômica em Pernambuco no segundo trimestre de 2015. Segundo a Condepe/Fidem, o setor apresentou a maior queda do PIB: 13%. Atrás dele, estão a produção de óleo e gás e o comércio. Apenas a agropecuária consegui manter o crescimento: 7%.
 
Segundo Figueiredo, a construção civil é a mais prejudicada por causa do desaquecimento do mercado, que, no ano passado, mantinha-se em alta com grandes empreendimentos. “A construção estava muito aquecida. E, quanto maior o patamar, maior a queda. No segundo trimestre de 2014, ainda tínhamos obras na Refinaria [Abreu e Lima] e na fábrica da Fiat. Também não havia começado a crise do mercado imobiliário. Mas, neste ano, a desmobilização dessas obras somada ao desaquecimento do mercado gerou uma forte queda”, explica.
 
Já nas empresas produtivas de óleo e gás, a responsável pela queda dos rendimentos teria sido a crise da Petrobras. “É um reflexo direto da política de investimentos da Petrobras. Houve, por exemplo, o cancelamento das encomendas de sondas e a diminuição da construção da segunda etapa da refinaria”, diz o presidente da Condepe/Fidem.
 
No total, o PIB do comércio apresentou uma queda de 8,5%, mas houve picos de 10% no comércio atacadista e informal. Na indústria, a retração foi de 5,9%. Na agropecuária, que apresentou o único resultado positivo (7%), o crescimento foi impulsionado sobretudo por itens básicos na alimentação dos brasileiros, como as lavouras de feijão, mandioca e cana-de-açúcar e a produção de leite e ovos.
 

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