29 de outubro de 2014 às 23:33h

Polêmica na internet com vídeo que mostra Sarney supostamente votando em Aécio no segundo turno. Veja aqui.

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Por Rodrigo Rodrigues/Terra
 
A assessoria de imprensa do senador José Sarney (PMDB-AP) afirmou nesta quarta-feira (29) que não reconhece o vídeo que circula na internet e mostra o aliado da presidente Dilma Rousseff (PT) votando supostamente em Aécio Neves (PSDB), no segundo turno da eleição presidencial.
 
Segundo os assessores do senador, o vídeo é “mais uma farsa” e “sórdida montagem” que “caracterizou as eleições no Amapá neste segundo turno”.
 
A suposta montagem que viralizou na internet mostra, através de imagens ampliadas e exibidas pela TV Amapá – afiliada da Globo no Estado – que Sarney apertou o número 45 no momento da votação no último domingo, mesmo usando adesivos com pedido de voto para a petista (veja vídeo).
 

 
“O senador José Sarney não se pronunciou ainda sobre se vai tomar medidas judiciais contra a violação do voto, mas rechaça qualquer tentativa de manipulação que envolva o nome dele. O senador e a presidente Dilma são aliados de longa data e não faz nenhum sentido essa farsa que circula nas redes sociais. É mais uma prova da campanha sórdida que emergiu na internet na disputa deste ano, com o objetivo de usar a rede para manchar reputações”, declarou a assessoria do ex-presidente do Senado Federal.
 
O vídeo começou a circular na internet no domingo, logo depois da votação do senador em Macapá.
 
Sarney apoiava o ex-governador Waldez Góes (PDT), aliado político de longa data e afilhado, e também virou alvo da campanha do adversário Camilo Capiberibe (PSB).
 
Apesar do esforço do atual governador amapaense de ligar Waldez Góes a Sarney, o candidato do PSB foi derrotado no segundo turno por larga vantagem.
 
Fechadas as urnas no Amapá, Waldez obteve 60,6% dos votos válidos contra 39,4% de Camilo Capiberibe.
 
Vale lembrar que Waldez Góes já foi governador naquele estado e foi preso pela Polícia Federal no âmbito da operação “Mãos Limpas”, em 2009.
 
Na época, o ex-governador fora acusado com mais 17 pessoas de pertencer a uma quadrilha que, ao longo dos últimos dez anos, desviou mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos do Estado.
 
Mesmo com a denúncia, Waldez Góes está de volta ao governo do Amapá, com ajuda do eterno padrinho político José Sarney.
 
O crime de violação de sigilo de voto é previsto na lei eleitoral e determino o mínimo de dois anos de prisão, caso seja realmente comprovado.
 

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