3 de setembro de 2015 às 11:15h

Policiais Civis anunciam Outubro de mobilizações e paralisações pelo Estado

 
Na noite dessa quarta-feira (02) policiais civis decidiram que realizarão um dia de mobilização na última semana de setembro, quando pretendem voltar a apresentar o número de vítimas de violência no Estado. “Não vamos parar até que o Governo de Pernambuco melhore as condições de trabalho”, advertiu o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol/PE), Áureo Cisneiros. E acrescentou a decisão de ingressar com ações judiciais contra o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, o corregedor-geral, Servilho Paiva, e o chefe da Polícia Civil, Antônio Barros.
 
As decisões foram tomadas na sede da Sinpol/PE, em Santo Amaro, centro de Recife, em assembléia convocada para que a categoria autorizasse a diretoria a iniciar visitas às delegacias para articular a adesão do ato. Segundo Áureo Cisneiros, 450 agentes e escrivães participaram das determinações, incluindo cerca de 50 do Interior, provenientes dos municípios de Afogados da Ingazeira, Araripina, Caruaru, Floresta, Garanhuns, Goiana, Palmares e Santa Cruz do Capibaribe.
 
Ainda segundo Áureo Cisneiros, a ideia é ampliar o movimento de entrega dos postos do Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES), “Não vamos mais aceitar essa exploração”. Para o presidente do Sindicato, as mobilizações realizadas no Estado vem levando o Governo de Pernambuco a realizar perseguição contra seus servidores, desde a anotação de mais de 200 faltas contra agentes e escrivães que participam dos atos, mesmo estando em férias, até a abertura desnecessária de processos administrativos.
 
O Sinpol/PE reage com ações judiciais como a de pedido de interdição da 3ª Delegacia de Plantão de Caruaru, denúncias ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), denúncias públicas da perseguição como a realizada em audiência pública na Assembleia Legislativas de Pernambuco (Alepe).
 

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