9 de dezembro de 2013 às 06:42h

PPS decide apoiar Eduardo Campos

Tempo de TV agregado é pequeno, mas aliança é simbólica

Tempo de TV agregado é pequeno, mas aliança é simbólica

O PPS aprovou nesse sábado (7), à noite, durante congresso do partido em São Paulo, sinalização de apoio à aliança Rede-PSB de Marina Silva e Eduardo Campos nas eleições de 2014. Com 152 votos, a proposta superou a que defendia uma candidatura própria da legenda, que obteve 97 votos. “A unidade do PPS é que é fundamental, não tem derrotados nem vencedores”, declarou o presidente nacional do partido, Roberto Freire, defensor do apoio de seu partido à candidatura ao Planalto do governador de Pernambuco.
 
A sinalização favorável à candidatura de Eduardo Campos recebeu votação maciça dos delegados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e outros Estados. Os diretórios de Minas e do Rio, inicialmente, apoiavam a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB), mas, de última hora, decidiram manifestar-se pela candidatura própria do partido. O nome da ex-vereadora de São Paulo Soninha Francine era o mais cotado para ser indicado pelo partido.
 
Defensor da candidatura própria, Raul Jungmann, vereador no Recife, disse: “Temos que ter cuidado com as pressões do PSDB, com as ofertas do PSDB. O nosso partido não é venal, temos que fazer a hora. Não sou eduardista, serrista, aecista, sou pepessista.”
 
Ao longo do sábado, o presidente da sigla quis demonstrar que a decisão do partido era fruto de debate interno, e não de pressões de outras legendas. Aécio também desejava contar com o apoio da legenda na campanha presidencial de 2014 e tentava reverter a tendência do PPS de apoiar o governador pernambucano. “O Aécio pode fazer as articulações que quiser, mas quem decide nossa posição é o PPS. Não somos sublegenda de ninguém”, disse Freire ao Estado, no início dos debates no congresso da sigla, que termina hoje.
 
Embora o PPS tenha bancada pequena – são sete deputados na Câmara – e, consequentemente, pouco tempo na propaganda de rádio e TV, tanto Campos quanto Aécio consideravam simbólico atrair o apoio do partido. Ambos queriam demonstrar que não estão isolados em seus projetos de candidatura e a adesão de um partido tradicional cumpriria essa função.
 

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