29 de novembro de 2017 às 11:28h

Privatização do Aeroporto dos Guararapes é debatida na ALEPE


 
A Comissão de Administração da ALEPE debateu, nessa terça-feira (28), a desestatização do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre, localizado no Recife. Considerado o segundo melhor do País, o terminal transporta 6,8 milhões de passageiros por ano e emprega cerca de 480 funcionários.
 
A inclusão do Aeroporto do Recife na lista de empreendimentos a serem privatizados pelo Programa de Parcerias de Investimentos (Lei Federal nº 13.334/2016) foi anunciada por meio do Decreto Presidencial nº 9.180/2017, publicado no Diário Oficial da União em outubro. Além dele, outros 12 aeroportos integram a lista (cinco do Mato Grosso, dois da Paraíba e um do Rio de Janeiro, do Ceará, de Sergipe, de Alagoas e do Espírito Santo). A concessão poderá ser feita por aeroporto ou em bloco.
 
“O que estamos vendo é um processo de privatização do Estado brasileiro. Administrativamente falando, a Assembleia não tem poder de ingerência sobre o tema, mas, politicamente, sim. E nós vamos dar força ao movimento nacional, empenhado em lutar contra essas privatizações. As vozes de Pernambuco vão se somar às do Brasil inteiro”, destacou a deputada Teresa Leitão (PT).
 
A presença constante no ranking dos melhores aeroportos do País, promovido por meio de pesquisa do Ministério dos Transportes, foi um dos pontos mais citados em defesa da não desestatização. “Se isso não é um modelo de sucesso, o que seria?”, questionou o dirigente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários em Pernambuco (Sina-PE), Luciano Felix. Em 2014 e 2015, o Guararapes conquistou a primeira colocação. No ano passado, ficou em quarto lugar no levantamento, que é realizado trimestralmente.
 
Atualmente, a Infraero administra 55 aeroportos por meio de subsídio cruzado, que é quando recursos de estruturas superavitárias são utilizados para sustentar as deficitárias. “Se o Governo Temer conceder mais unidades lucrativas à iniciativa privada, o Brasil vai ter um prejuízo de R$ 3 bilhões por ano para manter os que são deficitários”, estimou o sindicato em carta aberta, lida durante a audiência.
 
O grupo pretende realizar uma audiência pública, sobre o mesmo tema, na Câmara Federal, onde o debate em defesa da Infraero está sendo conduzido pela deputada Erika Kokay (PT-DF).
 

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